terça-feira, 26 de março de 2013
Reunião técnica
Os representantes das Secretarias de Estado e instituições que participaram do Encontro Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas participaram de mais uma reunião na sede da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação na tarde desta terça-feira (26). O grupo tratou da proposta de programação das oficinas regionais,que serão realizadas em sete regiões do Estado. A primeira delas será realizada em Florianópolis.
Além disso, também foram tratados assuntos como as Câmaras Técnicas do colegiado estadual; a prorrogação das inscrições dos cursos do Senad e a viagem para Brasília com previsão de visita aos ministérios correspondentes para apresentação do projeto de Santa Catarina.
segunda-feira, 25 de março de 2013
Teleconferência

Assista a teleconferência sobre a Política de enfrentamento ao crack e outras drogas
O Governo Federal convida Vossa Senhoria para assistir a teleconferência sobre a
Política de enfrentamento ao crack e outras drogas que será transmitida pela TV NBR nos dias:
Março 2013
26 (terça) 14h
27 (quarta) 9h
28 (quinta) 18h
29 (sexta) 11h
30 (sábado) 23h
31 (domingo) 15h
Veja no link como você poderá assistir:
http://conteudo.ebcservicos.com.br/veiculos/nbr/como-assistir
domingo, 24 de março de 2013
Assembleia Legislativa homenageia Proerd pelos 15 anos de atuação em SC
A Assembleia Legislativa homenageia o Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd), desenvolvido pela Polícia Militar, pelos 15 anos de atuação em Santa Catarina. A sessão especial é uma solicitação do deputado Ismael dos Santos (PSD) e acontecerá na próxima segunda-feira (25), às 19h, no plenário deputado Osni Régis.
Em Santa Catarina o programa foi implantado em 1998 na cidade de Lages e, logo após, em Chapecó e São Miguel do Oeste. No primeiro ano, mais de 4 mil crianças foram formadas pelo programa. Atualmente o Proerd já ultrapassa a marca de um milhão de catarinenses atendidos.
A inspiração para o projeto surgiu do Drug Abuse Resistance Education (Dare), Educação para Resistir ao Abuso de Drogas, desenvolvido em 1988 pela polícia de Los Angeles, Califórnia (EUA). No Brasil, chegou em 1992, através da Polícia Militar do Rio de Janeiro, tendo recebido o nome de Proerd após terem sido feitas adaptações metodológicas para a realidade cultural brasileira.
O Proerd é um Programa essencialmente preventivo, com ações de repressão ao uso e ao tráfico de drogas, e à contenção de todas as formas de violência. Através de suas lições, ensina crianças, de forma simples, descontraída e lúdica, técnicas voltadas para a resistência às drogas.
O projeto é voltado para estudantes da Pré-Escola, 1º, 2º, 3º e 4º anos do ensino fundamental. Além da problemática drogas e violência, o Proerd aborda também a segurança pessoal, como cuidados em casa, em vias pública e noções de trânsito.
Para o deputado Ismael, que é presidente do Fórum Parlamentar de Combate e Prevenção às Drogas da Assembleia Legislativa, Santa Catarina é modelo para o Brasil, já que é um dos poucos estados a possuir um programa com tanta atuação.
Segundo ele, é obrigação do governo trabalhar com três frentes para erradicação das drogas: prevenção, repressão e reabilitação – porém, prevenção é o tema que deve ganhar maior destaque. “É muito mais fácil construirmos um menino, do que reformarmos um homem. Acabamos de vir de uma crise na segurança em nosso estado, e os números mostram que de cada dez crimes, oito estão ligados ao narcotráfico e muitos cometidos por menores”, explicou.
Para o parlamentar, é preciso ampliar cada vez mais o brilhante trabalho de prevenção desenvolvido pelo Proerd, expandindo a faixa etária. “As crianças precisam continuar sendo imunizadas desse mal, mas para resultados mais efetivos é preciso criar uma rede de proteção para toda a família”.
Fonte: Ascom Alesc
quinta-feira, 21 de março de 2013
Deputado apresenta relatório com números sobre a relação álcool e direção
O deputado Ismael dos Santos (PSD), presidente do Fórum Parlamentar de Combate e Prevenção às Drogas, apresentou ao Plenário da Assembleia Legislativa, durante a sessão desta quarta-feira (20), um relatório que conclui o estudo sobre a combinação álcool e direção no estado de Santa Catarina.
Segundo o parlamentar, 31 motoristas são flagrados embriagados conduzindo veículos no estado a cada dia. Consequentemente, o MP denuncia por crimes relacionados à combinação álcool e direção sete motoristas todos os dias.
Texto e foto: Alesc
Confira a reportagem completa aqui
terça-feira, 19 de março de 2013
Curso de capacitação sobre crack, álcool e outras drogas está com inscrições abertas até 18 de abril
O Centro Regional de Referência em Crack, Álcool e Outras Drogas da Escola de
Saúde Pública de Santa Catarina abriu inscrições nesta segunda-feira, 18, para
sete cursos de capacitação/atualização em Crack, Álcool e Outras Drogas para
profissionais que atuam na Rede de Atenção integral à Saúde, Educação,
Assistência Social, Poder Judiciário, Ministério Público e Segurança Pública. As
inscrições podem ser efetuadas até 15 de abril pelo site da Escola de Saúde Pública de Santa Catarina ou o site da Secretaria de Estado da Saúde.
O objetivo é desenvolver ações integradas e orientadas quanto à prevenção, promoção da saúde, redução dos riscos e danos associados ao consumo de crack e outras drogas aos usuários e seus familiares nos municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone: (48) 3212-1660.
O objetivo é desenvolver ações integradas e orientadas quanto à prevenção, promoção da saúde, redução dos riscos e danos associados ao consumo de crack e outras drogas aos usuários e seus familiares nos municípios de Florianópolis, São José, Biguaçu e Palhoça. Outras informações poderão ser obtidas pelo telefone: (48) 3212-1660.
segunda-feira, 18 de março de 2013
Prorrogadas as inscrições de curso para Comunidades Terapêuticas
Foi prorrogado até dia 5 de abril o prazo para que profissionais, gestores e voluntários de comunidades terapêuticas se inscrevam em curso que visa capacitar para o atendimento a dependentes de drogas, com foco na recuperação e na reinserção social de usuários de crack, álcool e outras drogas.
Desenvolvido na modalidade de educação à distância, o curso é totalmente gratuito, tem carga horária de 120 horas (4 meses) e certificação pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).
O curso é parte integrante do eixo“prevenção” do programa “Crack, é possível vencer”, que prevê entre outras ações, a ampla capacitação de profissionais das áreas de educação, saúde, assistência social, justiça, segurança pública, conselheiros, lideranças comunitárias e religiosas.
Edital para Comunidades Terapêuticas e Capacitação
As comunidades terapêuticas que atenderam o Edital Senad nº 01/2012 deverão inscrever seus funcionários no Curso para “Capacitação para Comunidades Terapêuticas – Líderes, Voluntários, Profissionais e Gestores de Comunidades Terapêuticas”. A capacitação faz parte das exigências do Edital
Serviço:
“Capacitação para Comunidades Terapêuticas – Líderes, Voluntários, Profissionais e Gestores de Comunidades Terapêuticas”
Novo prazo para inscrição: até 05/04/2013.
Pelo site: www.capacitact.senad.gov.br
sexta-feira, 15 de março de 2013
Governador e presidente da Assembleia trabalham por pacto contra as drogas
O Parlamento catarinense e o governo do Estado selaram um pacto de ações contra as drogas. Este é o resultado do encontro entre o presidente da Assembleia Legislativa, Joares Ponticelli (PP), e o governador Raimundo Colombo, na manhã desta quinta-feira (14) na Casa D'Agronómica, na capital. Também participaram da reunião o deputado Ismael dos Santos (PSD) e o secretário de Estado de Assistência Social, Trabalho e Habitação, João José Candido da Silva.
Confira a íntegra da reportagem aqui
Fonte: Alesc
quarta-feira, 13 de março de 2013
SST apresenta ações para a elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas na Alesc
O Secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), João José Cândido da Silva, foi recebido nesta terça-feira, 12, pelo presidente da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), Joares Ponticelli.
O objetivo da visita foi o de apresentar as ações previstas neste ano para a elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas, a ser implantado em Santa Catarina. O secretário-adjunto Eleudemar Ferreira Rodrigues e o deputado Ismael dos Santos também participaram da reunião.
O plano prevê investimentos de R$ 42 milhões e dentre as propostas estão a construção de casas de acolhimento e passagem para ex-dependentes químicos, reestruturação de 170 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), elaboração de campanhas educativas, investimentos em vagas nas comunidades terapêuticas, dentre outras. Para colocar a iniciativa em prática, Executivo e Legislativo estudam a possibilidade de solicitar ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) recursos do Fundo Judiciário.
O projeto foi elaborado com a participação de um grupo intersetorial. Foi criado o colegiado gestor estadual que é integrado pelo poder público e entidades ligadas à prevenção ao uso de drogas.
O colegiado gestor estadual articula-se para realizar sete oficinas regionais para implantação do colegiado gestor regional e definir prioridades para a elaboração do Plano. “Temos atuado de maneira unida com as secretarias de Estado, as comunidades terapêuticas, com entidades ligadas à questão das drogas. É desta forma que vamos desenvolver um trabalho conjunto para superar o problema da dependência química”, destacou o secretário.
O deputado Ismael dos Santos, presidente da Frente Parlamentar de Combate e Prevenção às Drogas, explicou que no orçamento estadual deste ano há R$ 9 milhões destinados para a aquisição de 1 mil vagas para reabilitação em comunidades terapêuticas, mas é necessário buscar outras fontes de recursos. “Juntamente com a Presidência da Assembleia e o Executivo, vamos buscar essa parceria com o Judiciário para poder colocar esse plano em prática”, disse.
O presidente da Assembleia, Joares Ponticelli afirmou que o combate às drogas é uma de suas prioridades no comando do Parlamento. “O principal papel da Assembleia é o da articulação, para congregar todos os agentes da sociedade que precisam ser envolvidos nessa questão. Não dá mais para fazer de conta que esse problema não é nosso. Precisamos enfrentá-lo”, afirmou Ponticelli.
sexta-feira, 8 de março de 2013
Rio Negrinho cedia XIV Fórum Catarinense de Comunidades Terapêuticas
O XIV Fórum
Catarinense de Comunidades Terapêuticas será realizado no próximo dia 23 no
Auditório Comunidade Terapêutica ACEPRED, em Rio Negrinho, com início às 8h.
O evento é
organizado pela Associação Centro Especializado em Prevenção e Recuperação de
Dependentes Químicos (ACEPRED) e tem como objetivo oportunizar conhecimento técnico
e administrativo para gestores e profissionais de saúde que atuam no tratamento
de dependentes químicos.
Inscrições:
Acesse a
página e faça sua inscrição: http://www.accte.org.br/
Programação:
08h –
Recepção e inscrições.
09h –
Abertura e pronunciamento pelo Sr. ALCIDES GROSSKOPF – Prefeito Municipal de
Rio Negrinho.
09h30min – 11h30min – “PROGRAMAS TERAPÊUTICOS - MODELOS DE TRATAMENTO”
Qual serve para a minha comunidade – O que
posso aprender interagindo com outras comunidades - Qual seria o programa correto
e outros assuntos pertinentes deste conteúdo.
A necessidade de um bom PROGRAMA TERAPÊUTICO envolvendo
trabalho interno e externo durante o tratamento.
12h – ALMOÇO – (incluso na inscrição)
13h30min - 15h - ACCTE
15h – Discussão e
assuntos do fórum:
Escolha
do local e assuntos do próximo fórum
Esclarecimentos
Gerais
Repasse
da Pasta do Fórum
16h30min –
Encerramento e Confraternização
quarta-feira, 6 de março de 2013
A vinda da droga para Santa Catarina
Noventa e nove por
cento da droga que chega a Santa Catarina tem origem nos países limítrofes. Os
dados, divulgados pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic)
revelam que o entorpecente provém, principalmente, do Paraguai, Peru, Colômbia
e Bolívia. No Brasil, a droga chega por
meio das fronteiras, sendo Foz do Iguaçu, no Paraná, o principal caminho para a
entrada da droga ilícita.
Em Santa Catarina, o
crack chega de formas diferentes. De acordo com Cláudio Monteiro, delegado da Divisão de Repressão a Entorpecentes
(DRE), os vários tipos de drogas são trazidos por ‘mulas’, como são conhecidos
as pessoas que transportam drogas, na fronteira Brasil-Paraguai.
O delegado, que já atua na profissão há 10 anos, cita alguns
casos de apreensões de crack feitas no Estado. “Já pegamos pessoas que tinham
ingerido cápsulas de drogas. Elas ficam no estômago e depois são expelidas
pelas fezes”.
Outra forma de passar pela fronteira portando maconha,
cocaína, crack ou outro tipo de entorpecente, ainda segundo o delegado
Monteiro, é dentro dos caminhões. “Apreendemos grandes quantidades de drogas
dentro de carros e caminhões. Geralmente, elas são encontradas dentro de
compartimentos de veículos ou embaixo do estofado e bancos”. Quando um veículo
é suspeito, sabemos os lugares onde procurar. Não tem erro”, relata ele.
No mês de setembro, um jovem de 24 anos foi preso no Terminal
Rodoviário Rita Maria, no centro de Florianópolis, com cocaína, que é a base do
crack. O delegado da DRE relata que, em Santa Catarina, o crack chega na forma
de pasta de cocaína. “Com o Diego, encontramos a droga engomada em peças de
roupa. Desconfiamos da rigidez das peças e com o uso de um reagente, a cocaína
foi identificada.”.
Em Santa Catarina, os municípios que registram o maior número
de apreensões de crack e outras drogas são Florianópolis, São José, Joinville,
Palhoça, Blumenau, Criciúma, Itajaí, Lages e Chapecó.
Na Capital, o Maciço do Morro da Cruz, o bairro Tapera e a
Favela do Siri são os principais pontos do tráfico. “Esses são apenas os locais
com mais registros de traficantes e usuários, mas atualmente nenhum bairro de
Florianópolis está livre de qualquer tipo de droga, seja maconha, crack ou
cocaína. Em alguns locais têm menos, outros mais, mas todas tem a compra e a
venda de baseados, pó ou pedra”, explica Monteiro.
As apreensões
Em 2011, a
Secretaria de Segurança Pública do Estado de Santa Catarina, divulgou dados
referentes às drogas. Foram 4.289 pessoas apreendidas por posse de drogas e
3.920 foram enquadradas por tráfico. Já em 2012, até o mês de setembro, os
números diminuíram. Houve cerca de 3.330 apreensões por posse e pouco mais de
três mil por tráfico de drogas.
Florianópolis foi o município onde o maior índice foi
registrado, seguido por São José e Blumenau. Penha, no Norte do estado, foi a
cidade catarinense com maior redução de traficantes detidos pela polícia,
seguido por Itajaí e Tijucas, na Grande Florianópolis. O número correto de
ocorrências registradas pelo crack não são confirmadas, porque as apreensões de
drogas ou prisões são registradas como drogas em geral e não divididas em
categorias.
Luiz Ricardo Duarte, diretor de Segurança Cidadã da
Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, ressalta que os números não
podem ser contabilizados corretamente. “A SSP não tem esses
dados, é difícil de saber também, porque muitas vezes em uma apreensão o
policial que atende coloca apenas que o motivo foi a droga e não especifica
qual”.
Duarte ressalta que há
épocas em que a polícia realiza mais abordagens e aumenta o monitoramento e
controle em determinadas regiões e, consequentemente, o número de apreensões.
“Em Florianópolis, a temporada do verão exige um monitoramento maior, devido à grande
circulação de moradores e turistas nas praias e centro da Capital”.
Violência: mais um dos malefícios do crack
Manoela Silva de 17
anos, é uma filha corajosa. Não são todos que tem a coragem de denunciar a
violência contra a mulher, principalmente denunciar o próprio pai, Josué Silva.
Ele, batia na mãe, Eliete da Silva, e o motivo era o crack.
A jovem conta que ele
sempre usou outros tipos de droga, como a maconha. “Ele era pescador, ia para
Santos e lá, como os pescadores ficavam muito tempo no mar, acabavam usando a
maconha para relaxar”.
Josué chegava a ficar
oito meses em alto-mar, enquanto Eliete cuidava da peixaria da família e dos
filhos. “Na gravidez do meu segundo filho, o Josué nem acompanhou. Eu estava
grávida de quatro meses e ele foi para Santos, quando voltou já tinha ganhado o
bebê”, comenta Eliete.
Há cinco anos, Josué,
que estava com 50 anos, descobriu um tumor no cérebro. Eliete ficou nove meses
em Florianópolis cuidando do marido, que estava internado. Todos achavam que
ele não iria sobreviver, entretanto, após o tratamento, ficou curado.
Depois da recuperação,
Josué começou a usar crack. Ele, que até então era uma pessoa querida e calma,
tornou-se agressivo e passou a espancar a mulher. “Lembro a primeira vez que
aconteceu: eu estava no guardando peixes no freezer, quando ele veio por trás e
me pegou pelo pescoço”. No momento, a filha caçula Manoela que chegou em casa e
viu a cena, pediu ajuda ao irmão: “Mano, o pai tá matando a mãe!” A situação
desesperadora só terminou quando Eliete deu um chute no marido e conseguiu
soltar-se. Depois desse episódio, as agressões tornaram-se mais frequentes.
Como Manoela é a única
que morava com eles, sempre presenciava os fatos. “Eu já fui até a delegacia de
bicicleta e ninguém me ajudou, eu não sabia o que fazer”, desabafa a caçula.
A jovem, que hoje
estuda no terceiro ano do ensino médio e se prepara para prestar vestibular
para o curso de Psicologia, participava do coral na escola, coordenado por
Roseli Stain, assistente social de Tijucas.
Certo dia, depois de
uma palestra sobre drogas, ministrada por Roseli, Manoela resolveu se abrir e
desabafar: “A Manô começou a chorar depois da palestra e me contou a história
que passava na casa dela”, diz a assistente social. “Então, conseguimos
convencer a mãe dela que a melhor forma era denunciar o marido. Afinal, a lei
Maria da Penha serve para isto”, complementa.
Com a ajuda da
profissional, a família conseguiu colocar o pai para fora de casa. Eliete e
Manoela ficaram com a casa e com o carro, enquanto Josué ficou com o barco e
uma casinha bem próxima à residência.
Mesmo oferecendo uma
casa ao marido, Eliete ainda deve R$ 60 mil para Josué, que serão pagos em 10
vezes de R$ 6 mil, por ordem do juiz.
Eliete diz que já pagou
mais que isso, até porque Josué vive extorquindo-a. “Eu já dei dinheiro para
ele reformar o barco, comprei móveis novos e ainda dou comida para ele. Esses
dias ele deixou dois eletrodomésticos estragados na porta da minha casa para eu
arrumar, sem contar que ele sempre vem me pedir dinheiro e eu dou. Ele diz que
é para comprar comida, depois descubro que ele queria mesmo é comprar o crack”.
Mãe e filha contam até
com bom humor algumas situações presenciadas por elas enquanto o pai está sob
efeito da droga. “A gente tem que rir para não chorar em algumas situações.
Esses dias ele veio aqui perto do almoço, e nós estávamos comendo. Ele fez
aquela cara de cachorro sem dono. Ficamos com pena dele e falamos pra ele
ficar”.
Seguindo os caminhos do
pai, o irmão mais velho de Manoela, de 32 anos, que mora em São Joaquim, também
usa a droga quando vai para Tijucas. “A diferença entre o meu pai e o meu
irmão, é que o mano consegue parar quando ele quer, o pai não.”
* Este texto foi um trecho do Trabalho de Conclusão de Curso das acadêmicas Daniela Wazburiech e Luana Pacheco, do Curso de Jornalismo, do Centro Universitário Estácio de Sá.
sexta-feira, 1 de março de 2013
Polícia apreende 7.500 comprimidos de ecstasy no Litoral catarinense
A Polícia Civil apreendeu 7.500 comprimidos de ecstasy, 1kg de cocaína e 1kg de crack em Balneário Camboriú e Itapema nesta semana. Uma denúncia anônima feita quarta-feira (27) também resultou na prisão de dois homens, suspeitos de serem os responsáveis pelos entorpecentes. Com eles, a polícia apreendeu quatro veículos.De acordo com o delegado Anselmo Cruz, as investigações começaram após uma ligação para o setor de denúncias da Polícia Civil, nesta quarta-feira (27). Os policiais foram até o local indicado e encontraram um homem, com cerca de 6 mil
comprimidos de ecstasy na Praia dos Amores, em Balneário Camboriú. Segundo o delegado Anselmo Cruz, ele estava na rua quando foi abordado pelas equipes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). A droga sintética estava avaliada em R$ 180 mil.
Com a nova prisão do traficante, a polícia chegou a outro integrante do esquema. O rapaz de 25 anos foi preso quinta-feira (28), em casa, no bairro Várzea, em Itapema. Com ele, foram encontrados 1 kg de cocaína, 1 kg de crack e 1.500 comprimidos de ecstasy. O jovem também possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e sequestro. Em 2012, ele fugiu de uma barreira policial no Paraná e abandonou o carro com 18 mil comprimidos de ecstasy, 14 kg de cocaína e 3 kg de crack.
De acordo com o delegado Anselmo Cruz, os homens não confessaram serem os responsáveis da droga apreendida no Vale do Itajaí. Eles exigiram o direito de só falar em juízo. A partir de agora, o caso passará a ser investigado pela Divisão de Repressão a Entorpecentes para identificar a origem e o destino dos entorpecentes apreendidos esta semana.
Fonte: G1/SC
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