quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mitos sobre drogas

Um cientista da Universidade de Columbia, nos EUA, Carl Hart, autor do livro Alto Preço, está desmistificando a histeria que costuma acompanhar o debate sobre drogas na sociedade. Uma das ideias que seus estudos sugerem é que a dependência para sempre do crack por parte dos consumidores não é verdade e, por isso, deve-se oferecer oportunidades ao invés de estigmatizar os usuários.

Embora admita os efeitos prejudiciais das drogas, ele afirma que de 80% a 90% das pessoas que usam drogas não são afetadas negativamente, ainda que na literatura científica quase 100% dos relatórios sejam negativos.

Disse textualmente: “Nós, os cientistas, sabemos que temos mais dinheiro se continuarmos a dizer ao governo que vamos resolver este terrível problema; temos um papel desonroso na guerra contra as drogas”.

Fonte: Coluna Cacau Menezes - Diário Catarinense

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Reinserção social é desejo de 92% dos usuários

As ações intersetoriais e a parceria entre governo federal, estados e municípios são fundamentais para prevenir e combater o uso do crack. Essa é a avaliação da secretária Nacional de Assistência Social, Denise Colin, que participou nesta quinta-feira (19) da apresentação de pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que traçam o perfil dos usuários da droga no país e fazem uma estimativa do número de usuários nas capitais.

O levantamento, coordenado pelo Ministério da Justiça, como parte do Plano Crack, é possível vencer, revela que 80% dos usuários de crack entrevistados querem receber tratamento, e 92% querem apoio para reinserção social, como acesso a emprego e ao ensino. Para Denise Colin, a política de Assistência Social está comprometida com os usuários de crack. “As vulnerabilidades são indutores ao consumo de crack e a prevenção é condição primária no combate”, avalia.

Hoje, o Sistema Único de Assistência Social (Suas) conta com 7.725 mil Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e 2.167 Centros de Referência Especializados de Assistência Social em todos os estados. Eles ofertam serviços de acolhimento e acompanhamento para população em vulnerabilidade social e, no caso dos Creas, para os que sofreram violações de direitos. Além disso, 153 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop) também prestam atendimento para usuários de crack e outras drogas que se encontrem nessa situação, juntamente com as equipes de Abordagem Social.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que essa é maior pesquisa já feita no mundo com um diagnóstico do uso de crack. De acordo com o estudo, são 370 mil usuários dessa droga nas capitais e no Distrito Federal. Segundo o ministro, a pesquisa servirá para orientar os governantes na elaboração das políticas na área. “Ninguém vencerá a questão do crack sozinho”, alerta.

O estudo é um inquérito epidemiológico que visa descrever tanto as características sócio-demográficas quanto comportamentais dos usuários de crack em 26 capitais, no Distrito Federal, e em nove regiões metropolitanas e municípios de médio e pequeno porte. Dividido em dois relatórios, “Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas capitais do país” e “Perfil dos usuários de crack e/ou similares no Brasil”.

Os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde e da Justiça trabalham de forma integrada na prevenção e combate ao crack com oferta de serviços pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas), Sistema Único de Saúde (Sus), assim como na área de segurança pública.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Chapecó define as propostas para o Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas

Apresentação dos grupos e encerramento da oficina
 regional de mobilização intersetorial de políticas públicas sobre drogas

Os técnicos que participaram da Oficina Regional de Mobilização Intersetorial de Políticas Públicas sobre Drogas em Chapecó, no Oeste, definiram propostas da Mesorregião para inclusão no Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas. O evento, com duração de dois dias, encerrou na tarde desta sexta-feira, 20, na Unoesc.

Dentre as propostas apresentadas pelos profissionais estão: criar e reativar os conselhos municipais antidrogas; criar e readequar as comunidades terapêuticas; fortalecer a rede de atenção; regionalizar os serviços de alta complexidade para municípios de pequeno e médio porte; manter espaço regionalizado para atendimento e acolhimento do dependente químico; e criar protocolos com fluxos de atendimento.

Todas as proposições serão encaminhadas ao colegiado gestor da Mesorregião de Chapecó para análise das prioridades e posterior aprovação, elaboração do plano operativo e a execução conjunta com o Governo do Estado.

Além da oficina em Chapecó, já foram realizadas em Florianópolis, Jaraguá do Sul e São Miguel do Oeste. As demais ocorrem Criciúma, Joaçaba e Lages até o final do ano.

O secretário adjunto de Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Eleudemar Ferreira Rodrigues, destacou que as oficinas regionais contribuem para o alinhamento sobre os problemas enfrentados pelos municípios e para o entendimento das ações que devem ser prioritárias em cada região. “O governo do Estado está comprometido em criar o Plano de maneira integrada com todas as áreas de governo e com a sociedade”, ressaltou.

Como iniciou – A ideia de elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas surgiu a partir da adesão do Estado ao programa federal Crack, é possível vencer, conforme decreto 991, de 25 de maio de 2012. A Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST) coordena o programa em Santa Catarina e paralelamente trabalha a elaboração e implantação do Plano num grupo intersetorial.

Os detalhes sobre as oficinas regionais de políticas públicas sobre drogas e outros assuntos relacionados ao tema podem ser acessados no endereço: http://drogasvencer.blogspot.com.br/





Galeria de fotos da oficina regional sobre drogas em Chapecó

Trabalho de grupo do Eixo Assistência Social

Trabalho de grupo do Eixo Controle Social 

Trabalho de grupo do Eixo Educação

Trabalho de grupo do Eixo Saúde

Trabalho de grupo do Eixo Segurança Pública/Justiça e Cidadania

Secretário adjunto da assistência explica metodologia da oficina sobre drogas em Chapecó


O Secretário Adjunto da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Eleudemar Ferreira Rodrigues, apresentou na manhã desta sexta-feira, 20, a metodologia de trabalho para a construção das propostas ao Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas. A oficina regional de mobilização intersetorial de políticas públicas sobre drogas está sendo realizada em Chapecó, no Oeste do Estado.

Os participantes serão distribuídos de acordo com os seguintes eixos: saúde intersetorial; segurança pública; cidadania e justiça; educação e prevenção intersetorial; assistência social e trabalho intersetorial e controle social e comunidades terapêuticas.

Após a apresentação da metodologia, cada grupo vai analisar um estudo de caso e definir as propostas prioritárias, além de realizar o diagnóstico da rede de serviços da região. A síntese das observações será exposta ao final da oficina regional e o resultado será encaminhado para o Colegiado Gestor da Mesorregião de São Miguel do Oeste para análise e posterior aprovação, elaboração do plano operativo e a execução conjunta com o Governo do Estado.

O secretário adjunto também apresentou as ações que foram feitas até agora para a elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Cloves Benevides elogia iniciativa catarinense no trabalho de enfrentamento às drogas


O secretário da Subsecretaria de Políticas sobre Drogas de Minas Gerais, e coordenador do Fórum Nacional de Gestores Públicos de Políticas sobre Drogas, Cloves Benevides, foi o palestrante da Oficina Regional de Mobilização Intersetorial de Políticas Públicas sobre Drogas. O evento está sendo realizado nesta quinta-feira, 19; e sexta, 20, em Chapecó, no Oeste. Confira a opinião de Cloves sobre a atuação de Santa Catarina no enfrentamento às drogas.


1) Como o senhor avalia o trabalho de Santa Catarina na construção do Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas?
O trabalho de Santa Catarina é muito ousado, corajoso. No meu entendimento, o governo trabalha na perspectiva da sociedade, voltado a ouvir o que a sociedade tem a dizer sobre os problemas que enfrenta. Desta forma, garante-se o processo de construção de um plano sólido, com ações que serão em benefício da população.

2) Qual sua opinião sobre a atuação intersetorial adotada por SC?
O trabalho de SC serve de exemplo para outros estados por atuar no alinhamento das ações em conjunto.

3) Qual o papel do Fórum Nacional de Gestores Públicos de Políticas sobre Drogas?
Somamos as experiências, debatemos e estas discussões servem de referência para alinhamento nacional na questão do enfrentamento ao problema dos entorpecentes.

Galeria de fotos da posse dos municípios que integram o colegiado gestor de Chapecó

Prefeitura de Chapecó faz a adesão ao plano de políticas públicas sobre drogas

Prefeitura de Itá assina o terno de adesão ao Plano


Prefeitura de Concórdia assina o terno de adesão ao Plano


Prefeitura de Seara assina o termo de adesão ao Plano 


Prefeitura de Lindóia do Sul assina o termo de adesão ao Plano


Prefeitura de Paial assina o termo de adesão ao Plano


Galeria de fotos da abertura da oficina sobre drogas em Chapecó

Gerente de assistência social da SDR de Chapecó
durante cerimônia de abertura da oficina sobre drogas
Tenente-coronel da PM, Valdez Venâncio
 na cerimônia de abertura da oficina sobre drogas
Público que compareceu à cerimônia
de abertura da oficina sobre drogas em Chapecó
Secretário João José Cândido da Silva

Palestrante Cloves Benevides, coordenador do Fórum Nacional
de Gestores Públicos de Políticas sobre Drogas


Oficina em Chapecó discute enfrentamento às drogas e propostas para plano estadual


As propostas da região de Chapecó para integrar o Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas serão conhecidas na tarde desta sexta-feira, 20, durante o encerramento da Oficina de Mobilização Intersetorial de Políticas Públicas sobre Drogas da Mesorregião de Chapecó. O evento que abriu nesta quinta-feira, está sendo realizado na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc).

Na manhã desta sexta-feira, os técnicos serão divididos em diferentes grupos de discussão nos eixos saúde intersetorial; segurança pública; cidadania e justiça; educação e prevenção intersetorial; assistência social; e controle social e comunidades terapêuticas. O resultado das discussões apresentadas em grupo será encaminhado ao colegiado gestor da mesorregião de Chapecó para análise e posterior aprovação, elaboração do plano operativo e a execução conjunta com o Governo do Estado.

Além da oficina em Chapecó, já foram realizadas em Florianópolis, Jaraguá do Sul e São Miguel do Oeste. As demais ocorrem Criciúma, Joaçaba e Lages até o final do ano.
Durante a abertura na tarde desta quinta-feira, 19, o secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST) destacou que com o trabalho de elaboração do Plano está-se construindo o maior projeto de intersetorialidade de Santa Catarina. “Temos que atuar de maneira firme na prevenção e no cuidado. É importante que ensinemos nossos jovens que formarão família sobre a responsabilidade de ter filhos. Também é preciso que os profissionais do município que lidam, principalmente, com jovens sentem-se juntos para avaliar quais aqueles que têm problemas e o que podem fazer para ajudá-los”, ressaltou. O secretário disse ainda que somente com trabalho integrado é que pode haver o enfrentamento às drogas lícitas e ilícitas.
A secretária municipal de assistência social do município de Chapecó, Belenites Froza afirmou que a parceria com o governo do Estado é fundamental para que se consiga atuar de maneira prática e eficiente.
O gerente de assistência social da Secretaria de Desenvolvimento Regional (SDR) de Chapecó, Adriano Cechin, disse que o trabalho de diferentes áreas de atuação permite melhor entendimento sobre os problemas e soluções para o enfrentamento às drogas lícitas e ilícitas.  
Participaram ainda da cerimônia de abertura o gerente administrativo da Unoesc, Sérgio Prates; o tenente-coronel da Polícia Militar, Valdez Venâncio; o coronel da Polícia Militar, Walmor Backs, além de técnicos da secretaria de Estado da Educação; Saúde e comunidades terapêuticas.
A abertura do evento foi encerrada com a palestra de Cloves Benevides, coordenador do Fórum Nacional de Gestores de Políticas Públicas sobre Drogas.
As oficinas técnicas têm a participação das Secretarias de Estado da Assistência Social; Saúde; Justiça e Cidadania; Educação; Segurança Pública; conselhos tutelares, conselhos de segurança, conselhos municipais antidrogas (Comads); fundações; comunidades terapêuticas; Ministério Público; Tribunal de Justiça; representantes de entidades socioeducativas e prisionais; além da Comissão de Combate e Prevenção às Drogas da Assembleia Legislativa (Alesc).

Como iniciou – A ideia de elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas surgiu a partir da adesão do Estado ao programa federal Crack, é possível vencer, conforme decreto 991, de 25 de maio de 2012. A Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST) coordena o programa em Santa Catarina e paralelamente trabalha a elaboração e implantação do Plano num grupo intersetorial.

Os detalhes sobre as oficinas regionais de políticas públicas sobre drogas e outros assuntos relacionados ao tema podem ser acessados no endereço: www.vencerasdrogas.sc.gov.br

Brasil realiza maior pesquisa do mundo sobre o uso do crack

Pesquisa encomendada pelo Ministério da Justiça (MJ) à Fiocruz, instituição ligada ao Ministério da Saúde (MEC) e lançada nesta quinta-feira (19), revela que cerca de 370 mil brasileiros de todas as idades usaram regularmente crack e similares (pasta base, merla e óxi) nas principais capitais do País.

O estudo também lista o perfil dos usuários da droga no Brasil e será utilizado para subsidiar novas ações do Programa Crack, É Possível Vencer – plano integrado de combate ao tráfico e apoio aos usuários e famílias – criado em 2011.

Esse número de 370 mil pessoas corresponde a 0,8% da população das capitais do país e a 35% dos consumidores de drogas ilícitas nessas cidades. Além disso, 14% do total são crianças e adolescentes, o que equivale a mais de 50 mil usuários. 

Por "uso regular", foi considerado um consumo de pelo menos 25 dias nos seis meses anteriores ao estudo, de acordo com definição da Organização Panamericana de Saúde (Opas).

"Com os dados da pesquisa, vamos fazer ajustes e não mudar a rota do programa. Agora que sabemos o universo e as características dos usuários de crack temos um maior embasamento e dados seguros para mapear as futuras ações", informou o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, presente no lançamento. 

A pesquisa ouviu, aproximadamente, 25 mil pessoas residentes em capitais brasileiras. Os entrevistados foram visitados em seus domicílios e responderam a questões sobre suas redes sociais (familiares, amigos e colegas de trabalho residentes no mesmo município) de forma geral e também especificamente sobre o uso de crack e outras drogas. 

O estudo catalogou usuários que declararam utilizar a droga por 25 dias em um período de 6 meses. Os dados serão avaliados pelos parceiros que compõem o Programa para implementação de ações.

Estudo anterior da Fiocruz, feito de forma direta com 7 mil entrevistados em 112 municípios (incluindo capitais e regiões metropolitanas) entre o fim de 2011 e junho de 2013, apontava que o total não passou de 48 mil usuários de crack e similares. Somando-se os dois levantamentos, foram produzidos 32 mil questionários, o que transforma essas nas maiores pesquisas já feitas sobre crack no mundo, pelo número de entrevistados e pelo volume de dados gerados.

Perfil do usuário

Os usuários de crack no Brasil são principalmente adultos jovens, com idade média de 30 anos, homens (78,7%), não brancos (80%) - o que inclui pretos, pardos e indígenas, por exemplo - e solteiros (60,6%). Além disso, têm, na maior parte dos casos, baixa escolaridade, sendo que apenas dois em cada dez cursaram ou concluíram o ensino médio. Em relação ao ensino superior, a proporção é ainda menor: cerca de 0,3% cursou ou concluiu esse nível de escolaridade.

A pesquisa também aponta uma expressiva proporção de usuários em situação de rua, com aproximadamente 40% deles nessa condição. Nas capitais o percentual é mais elevado e chega a 47,3%, enquanto nos demais municípios do país 20% dos usuários regulares de crack relataram essa condição. Os pesquisadores ressaltaram que não significa que esse contingente necessariamente more nas ruas, mas que nelas passa a maior parte de seu tempo.

A maioria dos usuários (65%) obtém dinheiro por meio de trabalhos esporádicos ou autônomos. Atividades ilícitas, como tráfico de drogas e furtos, por exemplo, foram relatadas por uma minoria dos usuários (6,4% e 9% respectivamente). Embora o percentual não tenha sido alto, com apenas 7,5% dos usuários apontando o sexo em troca de dinheiro ou de drogas, os pesquisadores consideraram a frequência elevada se comparada à população geral, já que nesse caso a proporção de profissionais de sexo é inferior a 1%.

O levantamento aponta ainda que aproximadamente metade dos usuários de crack e/ou similares já foi presa ao menos uma vez, sendo que 41,6% foram detidos no último ano. Entre os motivos da detenção, destacaram-se o uso ou posse de drogas (13,9%); assalto ou roubo (9,2%); furto, fraude ou invasão de domicílio (8,5%) e tráfico ou produção e drogas (5,5%). 

Cerca de 10% das mulheres usuárias relataram estar grávidas no momento da entrevista. Além disso, mais da metade das usuárias de crack já haviam engravidado ao menos uma vez desde que iniciaram o uso da droga. A pesquisa indica, ainda, que 44,5% das mulheres entrevistadas relataram já ter sofrido violência sexual na vida, enquanto entre os homens o percentual foi 7%. 

Em relação ao tempo médio de uso, o estudo aponta que nas capitais se estende por aproximadamente 91 meses (cerca de oito anos), enquanto nos demais municípios esse tempo foi 59 meses (5 anos). Mais da metade dos usuários tem padrão de consumo diário, sendo que cada usuário consome em média 16 pedras de crack por dia nas capitais e nos demais municípios, 11 pedras. 

Quando consideradas as diferenças entre os gêneros, nota-se que os homens usam crack por tempo mais prolongado, em média por 83,9 meses, enquanto as mulheres fazem uso por aproximadamente 72,8 meses. O consumo diário, no entanto, é mais intenso entre elas: 21 pedras de crack. Já os homens consomem 13 pedras por dia.

No entanto, é baixo o acesso deles aos serviços disponíveis, como postos e centros de saúde, procurados por apenas 20% dos usuários nos 30 dias anteriores à pesquisa; unidades que fornecem alimentação gratuita (17,5%) ou instituições que fazem acolhimento, a exemplo de abrigos, casas de passagem, e os centros de Referência de Assistência Social (Cras), buscados por 12,6% dos usuários.

Em relação aos serviços para tratamento ambulatorial da dependência química nos 30 dias anteriores à pesquisa, o Centro de Atenção Psicossocial para atendimento a usuários de álcool,crack e outras drogas (Caps-AD) foi o mais acessado, ainda que por apenas 6,3% dos usuários. 

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, esse fato reforça "a premente necessidade de ampliação e fortalecimento desses equipamentos no âmbito da rede de saúde, assim como as pontes (serviços intermediários, agentes de saúde, redes de pares, consultórios de rua) entre as cenas de uso e os serviços já instalados".

A pesquisa também revela que os usuários manifestaram interesse por serviços associados à assistência social e por serviços de atenção à saúde não necessariamente voltados ao tratamento da dependência química, como os ligados à higiene, à distribuição de alimento, ao apoio para conseguir emprego, escola ou curso e atividades de lazer. Esses aspectos foram citados por mais de 90% dos entrevistados como fundamental para facilitar o acesso e o uso de serviços de atenção e tratamento.

Crack, é possível vencer 
Lançado em dezembro de 2011, o programa Crack, é Possível Vencer é um conjunto de ações do governo federal para enfrentar questões relacionadas ao uso do crack e de outras drogas. A iniciativa tem como objetivo aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e ampliar mecanismos de prevenção. 

As ações estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção. O primeiro inclui ampliação e qualificação da rede de atenção à saúde voltada aos usuários. No eixo autoridade, o foco é a integração de inteligência e cooperação entre Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e polícias estaduais, a realização de policiamento ostensivo nos pontos de uso de drogas nas cidades, além da revitalização desses espaços. Já o eixo prevenção abrange ações nas escolas, nas comunidades e de comunicação com a população.

Saiba mais sobre o Programa 
Para que a população acompanhe o andamento das ações do programa em seus estados e municípios, o governo federal lançou em agosto deste ano o Observatório “Crack, É Possível Vencer”. Na página de internet é possível buscar os serviços das redes de saúde e assistência social voltados para o atendimento do usuário de drogas, além dos resultados do programa na área de segurança pública e prevenção. As informações estão organizadas nos três eixos centrais do “Crack, é Possível Vencer”: Prevenção, Cuidado e Autoridade.


Fonte: Ministério da Justiça

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Clipping de notícias sobre a oficina regional de políticas sobre drogas em Chapecó

A cobertura da Imprensa sobre o evento previsto para esta quinta e sexta-feira em Chapecó, no Oeste, sobre a Oficina Intersetorial de Políticas Públicas sobre Drogas Mesorregião de Chapecó.

Site JI News - Içara, no Sul

Site Alô Você - de Xanxerê

Site Folha do Bairro - Chapecó

Entrevistas com o secretário João José Cândido da Silva - 19/09/2013

- Rádio Super Condá]
- Diário do Iguaçu
- TV Sul Brasil
- TV Record
- Jornal Sul Brasil

Entrevista com a diretora da Assistência Social, Simone Machado - 20/09
- RBS TV
- TV Sul Brasil




Chapecó sedia oficina regional de políticas públicas sobre drogas nesta quinta e sexta

O município de Chapecó, no Oeste, sedia nesta quinta-feira, 19, e sexta, 20, a Oficina Regional de Mobilização Intersetorial de Políticas Públicas sobre Drogas. Durante o evento, que reunirá técnicos de diferentes áreas, serão debatidas as propostas da Mesorregião de Chapecó para a elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas. A abertura está prevista para as 15h desta quinta-feira, no auditório da Unoesc.

Esta será a quarta de sete oficinas previstas. Nesta semana também foi realizada a oficina de São Miguel do Oeste. As demais ocorrem em Criciúma, Joaçaba e Lages. Já foram realizadas em Florianópolis e Jaraguá do Sul.

Durante a abertura do evento, os oito municípios eleitos para o colegiado gestor regional tomam posse. Integram o comitê os municípios de:  Chapecó, Concórdia, Coronel Freitas, Caxambu do Sul, Seara, Itá, Paial e Lindóia do Sul. O colegiado gestor regional será responsável pela viabilização, monitoramento e avaliação das execuções do Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas no âmbito regional e municipal.

“Essa é uma parceria entre o governo do Estado, os conselhos e o terceiro setor. Estamos trabalhando para tornar Santa Catarina um Estado de referência no combate e enfrentamento às drogas. E, como consequência, contribuiremos para a pacificação das famílias catarinenses”, destaca o Secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), João José Cândido da Silva.

Participam das oficinas técnicos das Secretarias de Estado da Assistência Social;  Saúde; Justiça e Cidadania; Educação; Segurança Pública; conselhos tutelares, conselhos de segurança, conselhos municipais antidrogas (Comads); fundações; comunidades terapêuticas; Ministério Público; Tribunal de Justiça; representantes de entidades socioeducativas e prisionais; além da Comissão de Combate e Prevenção às Drogas da Assembleia Legislativa (Alesc).

Como iniciou – A ideia de elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas surgiu a partir da adesão do Estado ao programa federal Crack, é possível vencer, conforme decreto 991, de 25 de maio de 2012. A Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST) coordena o programa em Santa Catarina e paralelamente trabalha a elaboração e implantação do Plano num grupo intersetorial.

Os detalhes sobre as oficinas regionais de políticas públicas sobre drogas e outros assuntos relacionados ao tema podem ser acessados no endereço: www.vencerasdrogas.sc.gov.br





terça-feira, 17 de setembro de 2013

Região de São Miguel do Oeste propõe ações para o Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas


A elaboração de protocolos e fluxos de atendimento intersetoriais; a ampliação da rede de saúde mental nos municípios; a criação de conselhos municipais de políticas sobre drogas; cursos de capacitação para conselheiros de todos os segmentos; e fortalecimento e capacitação do Núcleo de Educação, Prevenção, Atenção e Atendimento às Violências na Escola (Nepre).

Estas estão entre as propostas da Mesorregião de São Miguel do Oeste para integrar o Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas. A Oficina Regional de Mobilização Intersetorial de Políticas Públicas sobre Drogas encerrou na tarde desta terça-feira, 17, depois das discussões dos trabalhos de grupo.

Os técnicos foram divididos nos eixos saúde intersetorial; segurança pública; cidadania e justiça; educação e prevenção intersetorial; assistência social e trabalho intersetorial e controle social e comunidades terapêuticas. O resultado das discussões apresentadas em grupo será encaminhado ao colegiado gestor da mesorregião de São Miguel do Oeste para análise e posterior aprovação, elaboração do plano operativo e a execução conjunta com o Governo do Estado.

A oficina realizada em São Miguel do Oeste foi a terceira prevista de um total de sete. Nesta quinta, 19, e sexta, 20, será a vez da oficina de Chapecó. As demais serão em Criciúma, Joaçaba e Lages. Já foram realizadas em Florianópolis e Jaraguá do Sul.

O secretário adjunto de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Eleudemar Ferreira Rodrigues, destacou a qualidade dos técnicos da região e reforçou o compromisso do governo do Estado em criar o plano catarinense de políticas públicas sobre drogas de maneira integrada com as demais áreas de governo e com a sociedade civil.

Como iniciou – A ideia de elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas surgiu a partir da adesão do Estado ao programa federal Crack, é possível vencer, conforme decreto 991, de 25 de maio de 2012. A Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST) coordena o programa em Santa Catarina e paralelamente trabalha a elaboração e implantação do Plano num grupo intersetorial.

Como resultado da criação do colegiado gestor estadual, foi realizado no ano passado o 1º Encontro Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas. Os objetivos do encontro foram o de alcançar a intersetorialidade na efetivação das políticas públicas para a superação dos problemas decorrentes do álcool, tabaco e outras drogas; além de elaborar propostas para o Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas.


Os detalhes sobre as oficinas regionais de políticas públicas sobre drogas e outros assuntos relacionados ao tema podem ser acessados no endereço: www.vencerasdrogas.sc.gov.br

Clipping de notícias da oficina sobre drogas em São Miguel do Oeste



A oficina de mobilização de políticas públicas sobre drogas Mesorregião de São Miguel do Oeste na mídia.

No site da Rádio Progresso, de Descanso

No site da rádio Peperi, de São Miguel do Oeste 

Entrevista do secretário adjunto de Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Eleudemar Ferreira Rodrigues para a rádio Peperi, de São Miguel do Oeste.













Galeria de fotos do Eixo Saúde em evento sobre drogas em São MIguel do Oeste

Adicionar legenda

Grupo do Eixo Saúde discute propostas para o Plano
 Estadual de Drogas durante oficina regional em São Miguel do Oeste






Galeria de fotos do eixo Educação durante evento sobre drogas no Oeste

Grupo do eixo Educação discute propostas para o Plano Catarinense
de Políticas Públicas sobre Drogas em São Miguel do Oeste




Galeria de fotos do Eixo Controle Social da Oficina em São Miguel do Oeste

Grupo do eixo Controle Social discute as propostas na oficina de mobilização regional em São Miguel do Oeste



Galeria de fotos das discussões em grupo do Eixo Segurança Pública e Justiça e Cidadania

Discussões do grupo Justiça e Cidadania e Segurança Pública





Galeria de fotos sobre o trabalho de grupo do Eixo Assistência Social

Fotos das discussões em grupo do eixo Assistência Social durante a oficina de mobilização intersetorial de políticas públicas sobre drogas em São Miguel do Oeste







Secretário adjtunto da SST apresenta a metodologia de trabalho na oficina de drogas em São Miguel do Oeste


O Secretário Adjunto de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Eleudemar Ferreira Rodrigues, apresentou na manhã desta terça-feira,17, a metodologia de trabalho dos grupos da oficina regional de políticas públicas sobre drogas Mesorregião de São Miguel do Oeste.

Os participantes serão distribuídos de acordo com os seguintes eixos: saúde intersetorial; segurança pública; cidadania e justiça; educação e prevenção intersetorial; assistência social e trabalho intersetorial e controle social e comunidades terapêuticas.

Após a apresentação da metodologia, cada grupo vai analisar um estudo de caso e definir as propostas prioritárias, além de realizar o diagnóstico da rede de serviços da região. A síntese das observações será exposta ao final da oficina regional e o resultado será encaminhado para o Colegiado Gestor da Mesorregião de São Miguel do Oeste para análise e posterior aprovação, elaboração do plano operativo e a execução conjunta com o Governo do Estado.

O secretário adjunto também apresentou as ações que foram feitas até agora para a elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas.



Apresentação sobre drogas

Para acessar as informações da apresentação sobre o Plano Catarinense de Políticas sobre Drogas, clique aqui.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Galeria de fotos da noite de abertura da oficina sobre drogas no Oeste

Público que compareceu à noite de abertura do evento sobre drogas em São Miguel do Oeste

Acima, palestra de Valdez Venâncio, da SSP e mesa de abertura do evento sobre drogas em São Miguel do Oeste 

Prefeituras assinam termo de compromisso e tomam posse no colegiado gestor

Prefeituras assinam termo de adesão e tomam posse no colegiado gestor regional de São Miguel do Oeste

Prefeito de São Miguel do Oeste, João Carlos Valar

Prefeituras assinam terno de adesão e tomam posse no colegiado gestor de São Miguel do Oeste

Sandra Coimbra, uma das palestrantes do evento sobre drogas em São Miguel do Oeste