sexta-feira, 8 de março de 2013

Rio Negrinho cedia XIV Fórum Catarinense de Comunidades Terapêuticas


O XIV Fórum Catarinense de Comunidades Terapêuticas será realizado no próximo dia 23 no Auditório Comunidade Terapêutica ACEPRED, em Rio Negrinho, com início às 8h.
O evento é organizado pela Associação Centro Especializado em Prevenção e Recuperação de Dependentes Químicos (ACEPRED) e tem como objetivo oportunizar conhecimento técnico e administrativo para gestores e profissionais de saúde que atuam no tratamento de dependentes químicos.


Inscrições:
Acesse a página e faça sua inscrição: http://www.accte.org.br/


Programação:
08h – Recepção e inscrições.

09h – Abertura e pronunciamento pelo Sr. ALCIDES GROSSKOPF – Prefeito Municipal de Rio Negrinho.

09h30min – 11h30min – “PROGRAMAS TERAPÊUTICOS - MODELOS DE TRATAMENTO”
 Qual serve para a minha comunidade – O que posso aprender interagindo com outras comunidades - Qual seria o programa correto e outros assuntos pertinentes deste conteúdo.
 A necessidade de um bom PROGRAMA TERAPÊUTICO envolvendo trabalho interno e externo durante o tratamento.

12h – ALMOÇO – (incluso na inscrição)
13h30min -  15h - ACCTE
15h –   Discussão e assuntos do fórum:
                        Escolha do local e assuntos do próximo fórum
                        Esclarecimentos Gerais
                        Repasse da Pasta do Fórum
16h30min – Encerramento e Confraternização

quarta-feira, 6 de março de 2013

A vinda da droga para Santa Catarina


            Noventa e nove por cento da droga que chega a Santa Catarina tem origem nos países limítrofes. Os dados, divulgados pela Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic) revelam que o entorpecente provém, principalmente, do Paraguai, Peru, Colômbia e Bolívia.  No Brasil, a droga chega por meio das fronteiras, sendo Foz do Iguaçu, no Paraná, o principal caminho para a entrada da droga ilícita.
Em Santa Catarina, o crack chega de formas diferentes. De acordo com Cláudio Monteiro, delegado da Divisão de Repressão a Entorpecentes (DRE), os vários tipos de drogas são trazidos por ‘mulas’, como são conhecidos as pessoas que transportam drogas, na fronteira Brasil-Paraguai.
O delegado, que já atua na profissão há 10 anos, cita alguns casos de apreensões de crack feitas no Estado. “Já pegamos pessoas que tinham ingerido cápsulas de drogas. Elas ficam no estômago e depois são expelidas pelas fezes”.
Outra forma de passar pela fronteira portando maconha, cocaína, crack ou outro tipo de entorpecente, ainda segundo o delegado Monteiro, é dentro dos caminhões. “Apreendemos grandes quantidades de drogas dentro de carros e caminhões. Geralmente, elas são encontradas dentro de compartimentos de veículos ou embaixo do estofado e bancos”. Quando um veículo é suspeito, sabemos os lugares onde procurar. Não tem erro”, relata ele.
No mês de setembro, um jovem de 24 anos foi preso no Terminal Rodoviário Rita Maria, no centro de Florianópolis, com cocaína, que é a base do crack. O delegado da DRE relata que, em Santa Catarina, o crack chega na forma de pasta de cocaína. “Com o Diego, encontramos a droga engomada em peças de roupa. Desconfiamos da rigidez das peças e com o uso de um reagente, a cocaína foi identificada.”.
Em Santa Catarina, os municípios que registram o maior número de apreensões de crack e outras drogas são Florianópolis, São José, Joinville, Palhoça, Blumenau, Criciúma, Itajaí, Lages e Chapecó.
Na Capital, o Maciço do Morro da Cruz, o bairro Tapera e a Favela do Siri são os principais pontos do tráfico. “Esses são apenas os locais com mais registros de traficantes e usuários, mas atualmente nenhum bairro de Florianópolis está livre de qualquer tipo de droga, seja maconha, crack ou cocaína. Em alguns locais têm menos, outros mais, mas todas tem a compra e a venda de baseados, pó ou pedra”, explica Monteiro.


As apreensões
Em 2011, a Secretaria de Segurança Pública do Estado de Santa Catarina, divulgou dados referentes às drogas. Foram 4.289 pessoas apreendidas por posse de drogas e 3.920 foram enquadradas por tráfico. Já em 2012, até o mês de setembro, os números diminuíram. Houve cerca de 3.330 apreensões por posse e pouco mais de três mil por tráfico de drogas.
Florianópolis foi o município onde o maior índice foi registrado, seguido por São José e Blumenau. Penha, no Norte do estado, foi a cidade catarinense com maior redução de traficantes detidos pela polícia, seguido por Itajaí e Tijucas, na Grande Florianópolis. O número correto de ocorrências registradas pelo crack não são confirmadas, porque as apreensões de drogas ou prisões são registradas como drogas em geral e não divididas em categorias.
Luiz Ricardo Duarte, diretor de Segurança Cidadã da Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina, ressalta que os números não podem ser contabilizados corretamente. “A SSP não tem esses dados, é difícil de saber também, porque muitas vezes em uma apreensão o policial que atende coloca apenas que o motivo foi a droga e não especifica qual”.
Duarte ressalta que há épocas em que a polícia realiza mais abordagens e aumenta o monitoramento e controle em determinadas regiões e, consequentemente, o número de apreensões. “Em Florianópolis, a temporada do verão exige um monitoramento maior, devido à grande circulação de moradores e turistas nas praias e centro da Capital”.

Violência: mais um dos malefícios do crack



Manoela Silva de 17 anos, é uma filha corajosa. Não são todos que tem a coragem de denunciar a violência contra a mulher, principalmente denunciar o próprio pai, Josué Silva. Ele, batia na mãe, Eliete da Silva, e o motivo era o crack.
A jovem conta que ele sempre usou outros tipos de droga, como a maconha. “Ele era pescador, ia para Santos e lá, como os pescadores ficavam muito tempo no mar, acabavam usando a maconha para relaxar”.
Josué chegava a ficar oito meses em alto-mar, enquanto Eliete cuidava da peixaria da família e dos filhos. “Na gravidez do meu segundo filho, o Josué nem acompanhou. Eu estava grávida de quatro meses e ele foi para Santos, quando voltou já tinha ganhado o bebê”, comenta Eliete.
Há cinco anos, Josué, que estava com 50 anos, descobriu um tumor no cérebro. Eliete ficou nove meses em Florianópolis cuidando do marido, que estava internado. Todos achavam que ele não iria sobreviver, entretanto, após o tratamento, ficou curado.
Depois da recuperação, Josué começou a usar crack. Ele, que até então era uma pessoa querida e calma, tornou-se agressivo e passou a espancar a mulher. “Lembro a primeira vez que aconteceu: eu estava no guardando peixes no freezer, quando ele veio por trás e me pegou pelo pescoço”. No momento, a filha caçula Manoela que chegou em casa e viu a cena, pediu ajuda ao irmão: “Mano, o pai tá matando a mãe!” A situação desesperadora só terminou quando Eliete deu um chute no marido e conseguiu soltar-se. Depois desse episódio, as agressões tornaram-se mais frequentes.
Como Manoela é a única que morava com eles, sempre presenciava os fatos. “Eu já fui até a delegacia de bicicleta e ninguém me ajudou, eu não sabia o que fazer”, desabafa a caçula.
A jovem, que hoje estuda no terceiro ano do ensino médio e se prepara para prestar vestibular para o curso de Psicologia, participava do coral na escola, coordenado por Roseli Stain, assistente social de Tijucas.
Certo dia, depois de uma palestra sobre drogas, ministrada por Roseli, Manoela resolveu se abrir e desabafar: “A Manô começou a chorar depois da palestra e me contou a história que passava na casa dela”, diz a assistente social. “Então, conseguimos convencer a mãe dela que a melhor forma era denunciar o marido. Afinal, a lei Maria da Penha serve para isto”, complementa.
Com a ajuda da profissional, a família conseguiu colocar o pai para fora de casa. Eliete e Manoela ficaram com a casa e com o carro, enquanto Josué ficou com o barco e uma casinha bem próxima à residência.
Mesmo oferecendo uma casa ao marido, Eliete ainda deve R$ 60 mil para Josué, que serão pagos em 10 vezes de R$ 6 mil, por ordem do juiz.
Eliete diz que já pagou mais que isso, até porque Josué vive extorquindo-a. “Eu já dei dinheiro para ele reformar o barco, comprei móveis novos e ainda dou comida para ele. Esses dias ele deixou dois eletrodomésticos estragados na porta da minha casa para eu arrumar, sem contar que ele sempre vem me pedir dinheiro e eu dou. Ele diz que é para comprar comida, depois descubro que ele queria mesmo é comprar o crack”.
Mãe e filha contam até com bom humor algumas situações presenciadas por elas enquanto o pai está sob efeito da droga. “A gente tem que rir para não chorar em algumas situações. Esses dias ele veio aqui perto do almoço, e nós estávamos comendo. Ele fez aquela cara de cachorro sem dono. Ficamos com pena dele e falamos pra ele ficar”.
Seguindo os caminhos do pai, o irmão mais velho de Manoela, de 32 anos, que mora em São Joaquim, também usa a droga quando vai para Tijucas. “A diferença entre o meu pai e o meu irmão, é que o mano consegue parar quando ele quer, o pai não.”


* Este texto foi um trecho do Trabalho de Conclusão de Curso das acadêmicas Daniela Wazburiech e Luana Pacheco, do Curso de Jornalismo, do Centro Universitário Estácio de Sá.

sexta-feira, 1 de março de 2013

Câmeras do túnel Antonieta de Barros registram vandalismo e consumo de drogas no local


Polícia apreende 7.500 comprimidos de ecstasy no Litoral catarinense

Quinta (28) outro suspeito foi detido com ecstasy, cocaína e crack, em Itapema (Foto: DEIC/Divulgação)A Polícia Civil apreendeu 7.500 comprimidos de ecstasy, 1kg de cocaína e 1kg de crack em Balneário Camboriú e Itapema nesta semana. Uma denúncia anônima feita quarta-feira (27) também resultou na prisão de dois homens, suspeitos de serem os responsáveis pelos entorpecentes. Com eles, a polícia apreendeu quatro veículos.

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, as investigações começaram após uma ligação para o setor de denúncias da Polícia Civil, nesta quarta-feira (27). Os policiais foram até o local indicado e encontraram um homem, com cerca de 6 mil
comprimidos de ecstasy na Praia dos Amores, em Balneário Camboriú. Segundo o delegado Anselmo Cruz, ele estava na rua quando foi abordado pelas equipes da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). A droga sintética estava avaliada em R$ 180 mil.
 
O homem é sócio de uma imobiliária em Balneário Camboriú, segundo a Polícia Civil. O delegado Cruz disse que o suspeito já havia sido preso pela Operação Montenegro da Polícia Federal, em 2006, que descobriu um esquema de remessa de cocaína para a Europa, em troca de drogas sintéticas que eram encaminhadas ao Brasil. Ele foi condenado há sete anos de reclusão e cumpriu pena até dezembro de 2012.

Com a nova prisão do traficante, a polícia chegou a outro integrante do esquema. O rapaz de 25 anos foi preso quinta-feira (28), em casa, no bairro Várzea, em Itapema. Com ele, foram encontrados 1 kg de cocaína, 1 kg de crack e 1.500 comprimidos de ecstasy. O jovem também possui antecedentes criminais por tráfico de drogas e sequestro. Em 2012, ele fugiu de uma barreira policial no Paraná e abandonou o carro com 18 mil comprimidos de ecstasy, 14 kg de cocaína e 3 kg de crack.

De acordo com o delegado Anselmo Cruz, os homens não confessaram serem os responsáveis da droga apreendida no Vale do Itajaí. Eles exigiram o direito de só falar em juízo. A partir de agora, o caso passará a ser investigado pela Divisão de Repressão a Entorpecentes para identificar a origem e o destino dos entorpecentes apreendidos esta semana.

Fonte: G1/SC