Confira o texto abaixo:
As drogas, as famílias e a prevenção *
As drogas destroem as famílias. Para enfrentarmos este mal é preciso investir em prevenção, que deve começar com os mais jovens: com quem já têm e com aqueles que formarão família. Ninguém nasce bandido, todos nascem inocentes. Em primeiro lugar, os pais são responsáveis por esta transformação e em segundo, a escola.
Precisamos orientar nossos jovens, antes de formarem família, sobre a responsabilidade que eles têm na educação de uma criança. Além de atuarmos de maneira concreta em ações que resultem em menos sofrimento às famílias.
O governo de SC está atuando firmemente neste propósito. Estamos construindo o Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas com a união das secretarias de: Assistência Social, Segurança Pública, Educação, Justiça e Cidadania e Saúde em conjunto com a sociedade civil.
Estamos na fase das oficinas mesorregionais porque o plano contará com a participação dos municípios. Os encontros já ocorreram em Florianópolis e Jaraguá do Sul com a participação de mais de 400 técnicos. Estão previstas oficinas em Criciúma, São Miguel do Oeste, Chapecó, Joaçaba e Lages.
Em paralelo, o governo investirá R$ 11 milhões em ações de suporte com a oferta de mil vagas em comunidades terapêuticas. Estão previstas ainda a reforma de leitos no Hospital Infantil Joana de Gusmão e no Hospital Regional de São José.
Outras ações na área de assistência social incluem R$ 44,5 milhões na construção de 79 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e 27 Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), que ajudam a fortalecer os vínculos entre as famílias.
Há duas semanas, foram entregues as quatro bases móveis de videomonitoramento e que integram o programa federal “Crack, é possível vencer”, com R$ 7,2 milhões de investimentos. O Estado aderiu ao programa em 2012. Infelizmente, não tivemos total apoio da imprensa, que prefere coberturas deste tema em situações negativas.
A mídia tem importante papel de conscientização sobre os malefícios causados pela dependência química. Os espaços em novelas, programas de auditório, rádios, jornais, revistas e outros meios de comunicação deveriam ser mais usados para este fim.
Além de parte da imprensa também senti falta da presença de promotores e juízes na cerimônia de entrega das bases. Como representantes da Justiça, eles têm papel importante na conscientização sobre o problema das drogas.
É apenas com a união de esforços que poderemos minimizar a dor das famílias, das pessoas envolvidas com drogas e disseminar a paz nas comunidades.
* João José Cândido da Silva
Secretário de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST)