segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Seminário debate inovação na atenção aos dependentes químicos

Representantes das comunidades terapêuticas (CTs) de todas as regiões de Santa Catarina, habilitadas no projeto Reviver, participarão nesta segunda-feira, 1, em Florianópolis, de primeiro Seminário Estadual do Reviver. No evento, serão debatidos assuntos relacionados à atuação das comunidades terapêuticas e às inovações introduzidas pelo projeto, que já fez mais de 6 mil acolhimentos nos primeiros dez meses de funcionamento.

“A importância é proteger as pessoas que procuram a sua saída das drogas, o tratamento e a recuperação. Há, no projeto, o viés científico, que significar desenvolver ainda mais as funções do tratamento, e também a destinação de recursos para melhor a estrutura de atendimento, dando condições às comunidades que já prestam esse serviço”, explica o governador Raimundo Colombo.

O Governo autorizou o repasse de R$ 11.930.420,00 do Fundo de Desenvolvimento Social para a promoção da pesquisa e inovação na atenção dos dependentes por parte das comunidades terapêuticas habilitadas. “Deste total, 78% foram investidos no acolhimento e na capacitação das equipes das CTs. O restante foi destinado para suporte à pesquisa e todos os demais processos de inovação do projeto”, explica a presidente do Conselho Administrativo do Reviver e diretora administrativa da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc), Alba Schlichting.

A previsão inicial de acolhimento acertada pelo convênio era de 1.200 pessoas no período de um ano. Em dez meses, já foram realizados 6.003 acolhimentos pelas comunidades terapêuticas que aderiram ao projeto em 46 municípios de todas as regiões catarinenses.

Metas alcançadas - O projeto tem por objetivo o desenvolvimento de tecnologias sociais inovadoras. Entre as ações executadas, além do acolhimento e das capacitações, estão o desenvolvimento e aplicação de um processo de Acreditação, no qual são avaliadas as condições de cada Comunidade Terapêutica (da área física ao programa terapêutico); a inclusão digital das CTs com estabelecimento da comunicação em rede; a produção de jogos eletrônicos com participação de dependentes químicos; a promoção da cultura de rede entre as CTs. Outro destaque é a articulação entre o conhecimento científico, a produção tecnológica e a resposta social do projeto.

A Fapesc e a Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão Universitária (Fapeu), realizam em parceria o projeto, que é resultado do trabalho de vários profissionais e instituições, com destaque ao Conselho Estadual de Entorpecentes (CONEN/SC), Instituto Rede de Promoção ao Desenvolvimento da Enfermagem (Repensul), secretarias de Estado da Assistência Social, Combate à Fome, Habitação, Trabalho e Renda, da Saúde, de Segurança Pública, da Justiça e Cidadania e da Educação, UFSC, Udesc, Univali, Unoesc, e a Comissão de Prevenção e Combate às Drogas da Assembleia Legislativa.

“Formatamos um projeto que conseguiu dar uma resposta efetiva à família catarinense quanto à questão das drogas”, disse o presidente da Comissão, deputado estadual Ismael dos Santos.

Serviço
I Seminário Estado do Programa Reviver
1º de dezembro de 2014 - Das 9h45min às 17h
Cambirela Hotel - Sala Pocena (Avenida Marinheiro Max Schramm, 2199 – Estreito – Florianópolis/SC)

Fonte: Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de SC - Fapesc

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Comissão atua na elaboração de Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas

O presidente da Comissão de Prevenção e Combate às Drogas da Assembleia Legislativa, deputado Ismael dos Santos (PSD), reuniu-se na tarde desta terça-feira (21) com representantes da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação e do Conen, o Conselho Estadual de Entorpecentes. Em pauta as contribuições para Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas. 
A proposta foi elaborada por uma equipe intersetorial, composta por cinco secretarias de estado. Gestores municipais também colaboraram com informações para a construção do texto.
Entevistas: Fabiana Vieira, representante da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação; deputado Ismael dos Santos (PSD), presidente da Comissão de Prevenção e Combate às Drogas e Jairo Brincas, conselheiro do Conen.
Fonte: Ascom Alesc

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Centro Colaborador HCPA/SENAD abre Mestrado Profissional na área de Crack e outras Drogas

Tendo como referência a Política Nacional sobre Drogas, foi estruturado, em uma parceria entre a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD/MJ) e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre HCPA/UFRGS, o primeiro Centro Colaborador em Álcool e Outras Drogas do Brasil.

O Centro Colaborador HCPA/SENAD, criado com o objetivo de ensino, pesquisa e desenvolvimento de metodologia de tratamento e reinserção social para dependentes de crack e outras drogas, encontra-se em funcionamento desde o início de 2012, incorporando progressivamente atividades de assistência, ensino, pesquisa e reinserção social, de acordo com a política proposta pela SENAD. 
Atualmente o Centro atende pacientes dependentes de drogas do SUS em regime de internação hospitalar e sob forma ambulatorial, na Unidade Álvaro Alvim do Hospital de Clínicas de Porto Alegre/RS, e fornece treinamento continuado para profissionais de saúde de diversas especialidades. 

O Centro conta com toda a infraestrutura assistencial do HCPA (mais de 70 profissionais altamente treinados, atendendo em regime multiprofissional), salas de aula e equipes de pesquisa e ensino treinadas para capacitar continuadamente profissionais das diversas áreas de assistência ao usuário de drogas.

A SENAD e seu Centro Colaborador comunicam a abertura do processo de seleção para a segunda turma do Mestrado Profissional em Prevenção e assistência a usuários de álcool e outras drogas. A previsão de início das aulas é março de 2015, e o período de inscrições e seleção para as 11 vagas disponíveis será de 13 de outubro a 17 de novembro de 2014.

Sendo sua instituição um dos Centros Regionais de Referência (CRRs) sobre Drogas que funcionam nas universidades públicas do país, o início do Mestrado Profissional em Porto Alegre - RS reveste-se de caráter e oportunidade especial, pois permite que você indique candidatos da área da saúde ou assistência social integrados aos cursos do CRR que tenham interesse em aprimorar sua formação na área. 

As atividades obrigatórias do curso ocorrerão ao longo de 3 semestres, durante os quais estão previstos 9 módulos presenciais de aproximadamente uma semana cada um. Nestes módulos, os alunos deverão ter a disponibilidade de permanecer em Porto Alegre ? RS para acompanhar in loco as disciplinas e as atividades da Unidade Álvaro Alvim. 

O corpo docente será composto de uma equipe multidisciplinar de professores e convidados externos, sob a coordenação do Prof. Pechansky e o cronograma previsto será divulgado posteriormente.

Para que um candidato seja avaliado pela Comissão Organizadora, é necessário que ele preencha os seguintes critérios:

1) Apresente um currículo Lattes atualizado;

2) Comprometa-se a realizar exame de proficiência em inglês, comprovada mediante documento, até o período finalização do curso;

3) Seja indicado formalmente (através de carta de apresentação de sua instituição) para esta seleção;

4) Comprometa-se formalmente a implementar, após esta formação, ações de saúde/pesquisa compatíveis com as premissas da SENAD em sua instituição de origem;

5) Seja servidor com vínculo empregatício estabelecido com serviço público de saúde, assistência social ou de políticas sobre drogas que lhe permita manter a remuneração nos períodos em que permanecer em Porto Alegre - RS.

6) O edital completo está disponível no portal do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (www.hcpa.ufrgs.br) e pode ser acessado diretamente por meio deste link.

Mais informações: (51) 3359-6467 e (51) 3359-6410, ou pelo email l-mp-adicao@hcpa.ufrgs.br .

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Inscrições abertas para congresso de prevenção ao uso de drogas

Estão abertas as inscrições para o Congresso Internacional de Prevenção dos Problemas Relacionados ao Uso de Drogas (Previne 2014). O encontro reunirá gestores públicos, acadêmicos e a sociedade civil nos dias 27 e 28 de novembro de 2014, no Museu Nacional, em Brasília.
O evento é organizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad/MJ), pela Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, e pela Universidade Federal de Santa Catarina. O Congresso conta ainda com o apoio do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (Unodc).
Além de compartilhar conhecimento e experiências práticas sobre drogas, o Previne 2014 pretende impulsionar a realização de pesquisas, debates e políticas públicas que, fortalecendo a cidadania e os laços sociais, protejam os jovens do uso prejudicial das drogas.
Entre outros temas, a programação vai contemplar pautas referentes à importância de políticas sociais universais, intervenções seletivas para famílias, escolas e comunidades em situação de risco, regulação das drogas legais e combate ao estigma nas campanhas de informação. Também serão abordados meios pelos quais a ciência social e as ciências da saúde possam responder ao desafio de pensar em política de prevenção dentro do contexto social e cultural brasileiro.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Seis em cada dez usuárias de crack não usam preservativo nas relações

Um estudo da Fiocruz mostra que 62,9% das mulheres usuárias de crack pesquisadas não utilizam preservativo. Cerca de 30% delas se prostituem em troca de sexo. O resultado desse comportamento é o aumento das doenças sexualmente transmissíveis e também da gravidez não planejada.

Em Belo Horizonte, as mulheres, mesmo grávidas, continuam usando a droga nas cracolândias. Em muitos casos, a justiça precisa intervir e as crianças são levadas para a adoção. O Jornal Hoje registrou alguns flagrantes.

Imagens mostram uma mulher fumando crack várias vezes. Ela conta que está grávida de oito meses de um menino e que não é o primeiro filho. Ela já tem uma menina de 12 anos. (Em breve, assista aqui a reportagem completa)

As mulheres grávidas moram nas praças de Belo Horizonte. Não têm ninguém para cuidar da saúde e dos bebês. A gravidez é considerada de alto risco, porque o efeito da droga aumenta a chance de infarto e de hemorragia. Nas cracolândias, as mulheres muitas vezes se prostituem e não previnem a gravidez.

O uso de drogas está entre os principais motivos para a entrega de crianças à adoção. Só em Belo Horizonte, todo mês cerca de 40 filhos de usuárias de crack são abandonados nas maternidades ou tirados da família pela justiça. São quase 500 bebês por ano. As crianças acabam sendo criadas por parentes ou adotadas.

O Jornal Hoje encontrou na cracolândia Juliana, de 34 anos, grávida do décimo filho. Ela ainda era usuária de crack. Um mês depois, a mulher estava em casa, com o filho nos braços, amamentando. Otílio nasceu com quase três quilos. “É muito especial a gente ter o leite limpinho para dar para o filho”, diz.
Juliana está longe da droga e quer evitar novas gestações. “Vou fazer laqueadura ou vasectomia do meu companheiro. Vou tentar pelo SUS”, conta.

O Sistema Único de Saúde oferece métodos contraceptivos, mas é difícil convencer as dependentes químicas a se proteger. “A maioria deles tem vários filhos e a gente tenta intervir da melhor maneira possível, com uso de anticoncepcionais injetáveis, que têm um período maior de duração. Quando a gente consegue manter esse acompanhamento, a gente avalia a possibilidade da esterilização cirúrgica, que é a laqueadura tubária, e algumas vezes o uso do DIU ou anticoncepcionais”, fala uma médica obstetra.

Juliana só pensa no futuro ao lado do filho que nasceu e dos outros que foram tirados pela justiça. “É muito gostoso saber que ninguém vai me tirar esse menino, porque deixei o cachimbo de crack e o vício”. Sobre reconquistar os outros filhos, Juliana já tem a fórmula. “Cuidar de mim. Porque se eu não cuidar de mim e não me amar, eu não posso amar eles. O crack é um mundo obscuro”.

Fonte: Jornal Hoje