quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Mitos sobre drogas

Um cientista da Universidade de Columbia, nos EUA, Carl Hart, autor do livro Alto Preço, está desmistificando a histeria que costuma acompanhar o debate sobre drogas na sociedade. Uma das ideias que seus estudos sugerem é que a dependência para sempre do crack por parte dos consumidores não é verdade e, por isso, deve-se oferecer oportunidades ao invés de estigmatizar os usuários.

Embora admita os efeitos prejudiciais das drogas, ele afirma que de 80% a 90% das pessoas que usam drogas não são afetadas negativamente, ainda que na literatura científica quase 100% dos relatórios sejam negativos.

Disse textualmente: “Nós, os cientistas, sabemos que temos mais dinheiro se continuarmos a dizer ao governo que vamos resolver este terrível problema; temos um papel desonroso na guerra contra as drogas”.

Fonte: Coluna Cacau Menezes - Diário Catarinense

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Reinserção social é desejo de 92% dos usuários

As ações intersetoriais e a parceria entre governo federal, estados e municípios são fundamentais para prevenir e combater o uso do crack. Essa é a avaliação da secretária Nacional de Assistência Social, Denise Colin, que participou nesta quinta-feira (19) da apresentação de pesquisas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) que traçam o perfil dos usuários da droga no país e fazem uma estimativa do número de usuários nas capitais.

O levantamento, coordenado pelo Ministério da Justiça, como parte do Plano Crack, é possível vencer, revela que 80% dos usuários de crack entrevistados querem receber tratamento, e 92% querem apoio para reinserção social, como acesso a emprego e ao ensino. Para Denise Colin, a política de Assistência Social está comprometida com os usuários de crack. “As vulnerabilidades são indutores ao consumo de crack e a prevenção é condição primária no combate”, avalia.

Hoje, o Sistema Único de Assistência Social (Suas) conta com 7.725 mil Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e 2.167 Centros de Referência Especializados de Assistência Social em todos os estados. Eles ofertam serviços de acolhimento e acompanhamento para população em vulnerabilidade social e, no caso dos Creas, para os que sofreram violações de direitos. Além disso, 153 Centros de Referência Especializados para População em Situação de Rua (Centros Pop) também prestam atendimento para usuários de crack e outras drogas que se encontrem nessa situação, juntamente com as equipes de Abordagem Social.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse que essa é maior pesquisa já feita no mundo com um diagnóstico do uso de crack. De acordo com o estudo, são 370 mil usuários dessa droga nas capitais e no Distrito Federal. Segundo o ministro, a pesquisa servirá para orientar os governantes na elaboração das políticas na área. “Ninguém vencerá a questão do crack sozinho”, alerta.

O estudo é um inquérito epidemiológico que visa descrever tanto as características sócio-demográficas quanto comportamentais dos usuários de crack em 26 capitais, no Distrito Federal, e em nove regiões metropolitanas e municípios de médio e pequeno porte. Dividido em dois relatórios, “Estimativa do número de usuários de crack e/ou similares nas capitais do país” e “Perfil dos usuários de crack e/ou similares no Brasil”.

Os ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), da Saúde e da Justiça trabalham de forma integrada na prevenção e combate ao crack com oferta de serviços pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas), Sistema Único de Saúde (Sus), assim como na área de segurança pública.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Chapecó define as propostas para o Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas

Apresentação dos grupos e encerramento da oficina
 regional de mobilização intersetorial de políticas públicas sobre drogas

Os técnicos que participaram da Oficina Regional de Mobilização Intersetorial de Políticas Públicas sobre Drogas em Chapecó, no Oeste, definiram propostas da Mesorregião para inclusão no Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas. O evento, com duração de dois dias, encerrou na tarde desta sexta-feira, 20, na Unoesc.

Dentre as propostas apresentadas pelos profissionais estão: criar e reativar os conselhos municipais antidrogas; criar e readequar as comunidades terapêuticas; fortalecer a rede de atenção; regionalizar os serviços de alta complexidade para municípios de pequeno e médio porte; manter espaço regionalizado para atendimento e acolhimento do dependente químico; e criar protocolos com fluxos de atendimento.

Todas as proposições serão encaminhadas ao colegiado gestor da Mesorregião de Chapecó para análise das prioridades e posterior aprovação, elaboração do plano operativo e a execução conjunta com o Governo do Estado.

Além da oficina em Chapecó, já foram realizadas em Florianópolis, Jaraguá do Sul e São Miguel do Oeste. As demais ocorrem Criciúma, Joaçaba e Lages até o final do ano.

O secretário adjunto de Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Eleudemar Ferreira Rodrigues, destacou que as oficinas regionais contribuem para o alinhamento sobre os problemas enfrentados pelos municípios e para o entendimento das ações que devem ser prioritárias em cada região. “O governo do Estado está comprometido em criar o Plano de maneira integrada com todas as áreas de governo e com a sociedade”, ressaltou.

Como iniciou – A ideia de elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas surgiu a partir da adesão do Estado ao programa federal Crack, é possível vencer, conforme decreto 991, de 25 de maio de 2012. A Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST) coordena o programa em Santa Catarina e paralelamente trabalha a elaboração e implantação do Plano num grupo intersetorial.

Os detalhes sobre as oficinas regionais de políticas públicas sobre drogas e outros assuntos relacionados ao tema podem ser acessados no endereço: http://drogasvencer.blogspot.com.br/





Galeria de fotos da oficina regional sobre drogas em Chapecó

Trabalho de grupo do Eixo Assistência Social

Trabalho de grupo do Eixo Controle Social 

Trabalho de grupo do Eixo Educação

Trabalho de grupo do Eixo Saúde

Trabalho de grupo do Eixo Segurança Pública/Justiça e Cidadania

Secretário adjunto da assistência explica metodologia da oficina sobre drogas em Chapecó


O Secretário Adjunto da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST), Eleudemar Ferreira Rodrigues, apresentou na manhã desta sexta-feira, 20, a metodologia de trabalho para a construção das propostas ao Plano Catarinense de Políticas Públicas sobre Drogas. A oficina regional de mobilização intersetorial de políticas públicas sobre drogas está sendo realizada em Chapecó, no Oeste do Estado.

Os participantes serão distribuídos de acordo com os seguintes eixos: saúde intersetorial; segurança pública; cidadania e justiça; educação e prevenção intersetorial; assistência social e trabalho intersetorial e controle social e comunidades terapêuticas.

Após a apresentação da metodologia, cada grupo vai analisar um estudo de caso e definir as propostas prioritárias, além de realizar o diagnóstico da rede de serviços da região. A síntese das observações será exposta ao final da oficina regional e o resultado será encaminhado para o Colegiado Gestor da Mesorregião de São Miguel do Oeste para análise e posterior aprovação, elaboração do plano operativo e a execução conjunta com o Governo do Estado.

O secretário adjunto também apresentou as ações que foram feitas até agora para a elaboração do Plano Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas.