domingo, 27 de janeiro de 2013

Ana Amélia defende internação compulsória para dependentes químicos


Iniciativas de internação compulsória dos dependentes químicos, abordados na rua, previstas no Rio de Janeiro e em São Paulo, reacenderam o debate sobre a questão. Para a senadora Ana Amélia (PP-RS), "este é o caminho”, desde que sejam observados alguns critérios. Segundo ela, para ser internado contra a vontade, o paciente deve representar risco para si próprio e para terceiros. Além disso, ressalta, também são necessárias prévia avaliação médica e autorização judicial.

O estado de São Paulo iniciou nesta segunda-feira (21), na região da capital conhecida como Cracolândia, um programa que prevê a internação compulsória de dependentes químicos. A ação tem a participação de profissionais da área da saúde, do Judiciário, do Ministério Público e da OAB. Nenhum dependente foi internado contra a vontade no primeiro dia.

- O doente está na rua, sem tratamento, sem dignidade. Não é uma forma socialmente justa de tratar as pessoas - comenta a senadora, lembrando que o tratamento doméstico também não é fácil e elogiando o trabalho realizado pelas comunidades terapêuticas.

Ana Amélia é relatora do PLS 111/2010, do ex-senador Demóstenes Torres, que propõe a internação involuntária dos dependentes químicos. Ao dar parecer favorável à matéria, no ano passado, ela retirou do texto original a proposta de pena privativa de liberdade dos usuários e, por sugestão de médicos psiquiatras, decidiu retirar também a previsão de multa, com o objetivo de não penalizar duplamente a família.
A senadora diz que pode apresentar um substitutivo para “tentar salvar” o projeto, pelo qual afirma ter trabalhado intensamente na Comissão de Assuntos Sociais (CAS). Para tanto, informa que está dialogando com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça.

Depois da CAS, a matéria segue para análise das comissões de Direitos Humanos e Participação Legislativa (CDH) e de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), em decisão terminativa.

Para Ana Amélia, é indispensável dialogar e tentar busca um consenso em relação ao assunto.
- Nessa discussão, é preciso deixar de ser radical. É preciso encontrar um meio termo - observa.

Opinião contrária
O ex-ministro da saúde e médico psiquiatra, senador Humberto Costa (PT-PE), fez várias objeções ao projeto em tramitação na CAS. Para Humberto, o problema é de saúde, e não de segurança. Ele avalia que a Lei da Reforma Psiquiátrica (Lei 10.216/2001), que prevê a possibilidade tanto da internação voluntária quanto da compulsória, é abrangente e já atende os dependentes químicos.

- Muito mais importante que punir com cadeia, multa ou internação compulsória, é preciso garantir que os dependentes sejam atendidos, acolhidos e cuidados - disse em debate na CAS, em fevereiro do ano passado.

Humberto Costa defendeu o programa do governo federal de combate às drogas, que já contemplaria todas as questões relacionadas ao tema. Ana Amélia respondeu, então, que o plano estava longe de cumprir suas metas e citou os Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD) como exemplo da insuficiência da infraestrutura de atendimento.

O Plano Integrado de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas foi criado por decreto de maio de 2010 e lançado em dezembro de 2011. A previsão do governo federal é de investir R$ 4 bilhões até 2014. O programa já fechou parceria com 13 estados e o Distrito Federal.

Entre as metas estabelecidas, estava a ampliação para 24 horas por dia, até 2012, do horário de atendimento de 128 Caps-AD já existentes. O ano terminou com 37 centros funcionando sem interrupção. Porém, o número de atendimentos subiu de 6,2 milhões em 2011 para 7,8 milhões no ano passado, de acordo com o Ministério da Saúde. Outra meta é criar 2.460 leitos em enfermarias especializadas e readequar 1.140 já existentes. Até agora foram abertas 124 vagas, segundo o ministério.

Rio e São Paulo
Desde 2011, a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro, em operação conjunta com os órgãos de segurança, retira os usuários das ruas e “cracolândias” e realiza o acolhimento. Eles recebem tratamento especializado para deixar o vício. Até o momento foram acolhidos 5.141 dependentes químicos, sendo 4.468 adultos e 693 crianças.
Em São Paulo foi intensificada a Operação Integrada Centro Legal, para combater o tráfico e tratar os usuários de crack. A partir de agora, se for constatado que o dependente não tem condições de saúde e se negar a receber tratamento, juízes e promotores, de plantão das 9h às 13h, podem determinar a internação imediata.

Fonte: Agência Senado

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Corrida por internação de viciados faz Estado ampliar atendimento em SP

A procura por internações de dependentes químicos surpreendeu o governo Geraldo Alckmin (PSDB), que foi obrigado a ampliar a estrutura de atendimento dois dias após o início do programa de internação compulsória.

Até a próxima semana, novos funcionários serão deslocados para o Cratod (Centro de Referência em Álcool, Tabaco e Outras Drogas), no Bom Retiro, e uma central telefônica que recebe ligações gratuitas será criada para esclarecer dúvidas de parentes de viciados.
Além disso, serão contratados 66 novos leitos específicos para esse público.

O anúncio foi feito ontem pelo governador e pelo secretário da Saúde, Giovanni Guido Cerri, após visitar o local.

O Cratod reúne médicos, juízes, promotores e defensores públicos, que analisam a situação do dependente e decidem pela internação.
Embora o objetivo fosse facilitar as internações compulsórias, quando o viciado vai para tratamento sem consentimento próprio ou da família, o Cratod atraiu inúmeros parentes e até mesmo usuários em busca de ajuda. "Houve uma corrida pela internação", disse Alckmin.

Fonte: Folha de São Paulo.

Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Equipe multidisciplinar apoiará ações do departamento antidrogas em Joinville

Integração foi a palavra-chave na reunião que discutiu as ações do Departamento Municipal Antidrogas na tarde desta quarta-feira (16/1) no gabinete do prefeito. No encontro promovido pela Secretaria de Proteção Civil e Segurança Pública estiveram presentes, além do futuro secretário Francisco José da Silva, o secretário adjunto da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), Robson Robin, os secretários da Educação, Roque Mattei, de Assistência Social, Tânia Eberhardt, e o presidente da Felej, Fernando Krelling.

Segundo Francisco José da Silva, o objetivo da reunião foi o de promover a integração das ações voltadas para o Departamento Antidrogas, que será criado com a reforma administrativa que segue para o Legislativo na semana que vem, dia 21. “E nós fomos agraciados com a presença do secretário adjunto do Senad, Robson Robin, que mesmo em férias aceitou nosso convite para participar e contribuir com sugestões”, lembrou.

O futuro secretário de Segurança lembrou que a parceria entre Joinville e Governo Federal “é um salto importante na prevenção às drogas e aos crimes na cidade”. Outra contribuição do governo federal são os programas que vão entrar em vigor agora em 2013, como o “Crack, é possível vencer”, destinado aos municípios com mais de 200 mil habitantes.

Órgão ligado ao Ministério da Justiça, o Senad tem potencial de capacitação na área de prevenção às drogas. “Disponibilizamos à cidade, através da Secretaria de Segurança, capacitação para professores da rede pública, conselheiros comunitários, dirigentes de associações de moradores, lideranças religiosas, profissionais da área da segurança, da assistência e da saúde”, informou Robin.

Para participar destas capacitações, a Secretaria de Segurança irá realizar o cadastramento dos interessados. “É uma ação que não terá custos para os participantes e que pretendemos iniciar ainda no primeiro semestre deste ano, e para isso contamos com total apoio do prefeito Udo Döhler”, afirmou Francisco José da Silva.

Para a secretária de Assistência Social, Tânia Eberhardt, o que mais entusiasma nesta iniciativa é a vontade do governo em juntar esforços e assumir esta responsabilidade de resolver. “A Assistência, que atua diretamente nas questões sociais, já realizava ações neste sentido, mas estávamos sozinhos. Agora esta parceria nos entusiasma”, declarou.

Com potencial de mais de 65 mil alunos e outros milhares de professores, a Secretaria de Educação será peça importante nesta parceria. “A rede municipal vai colaborar com a capacitação, onde podemos contar com milhares de alunos e professores como agentes multiplicadores”, exemplificou o secretário Roque Mattei. “Com estas ações e em parceria com as demais unidades municipais, creio que é possível quebrar o ciclo das drogas na cidade”, afirmou.

Investir na prevenção na base é o segredo para alcançar êxito, segundo o presidente da Felej, Fernando Krelling.

Segundo ele, esta parceria abre um leque de oportunidades para resolver o problema das drogas. “A Felej vai atuar na prevenção nos trabalhos de base, através do desporto educacional, realizado nas escolas, e no desporto social, que é nossa área de atuação”, destacou.

Fonte: Prefeitura de Joinville



Residentes de comunidades terapêuticas participam de curso de montagem e manutenção de computadores em Jaraguá

Residentes de comunidades terapêuticas de Jaraguá do Sul, que lutam contra a dependência química, passam a receber a partir desta terça-feira, 22, mais uma aliada nesta batalha: a qualificação profissional. As aulas do curso de montagem e manutenção de computadores ocorrem na Associação Beneficente Vida Nova. A iniciativa é da Secretaria Regional de Jaraguá do Sul, por meio do Projeto SDR Inclusão Digital, em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Associação Catarinense de Comunidades Terapêuticas (ACCTs), via Pronatec Social.

A capacitação é o primeiro de outros que deverão ser implantados por meio desta parceria. Ministrado por instrutores do Senai, o curso é de qualificação profissional e possui a certificação do Ministério da Educação - MEC. De acordo com a gerente de Assistência Social, Trabalho e Habitação da SDR, Tania Dantas, cerca de 20 alunos serão beneficiados nesta primeira turma da capacitação. Eles são residentes das comunidades terapêuticas Vida Nova e Padre Aloísio Boeing.

“É um curso inédito e que só é possível graças a estas parcerias firmadas com renomadas instituições. A iniciativa tem como foco o desenvolvimento regional, que é o principal objetivo da SDR”, comenta Tania. “A realização do curso visa à reinserção social e ao mercado de trabalho destes alunos.”
Informações adicionais:
Debora Volpi
Secretaria de Estado de Des Reg Jaraguá do Sul
E-mail: imprensa@jgs.sdr.sc.gov.br
Telefone: (47) 3273-0800

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Encontros regionais são tema de reunião


Durante a reunião do grupo de trabalho que foi realizada na tarde desta terça-feira (22) na sede da SST, os participantes detalharam como será a mobilização para a provável adesão dos municípios do Estado a um projeto intersetorial de políticas públicas sobre drogas. 
Entre as atividades previstas estão encontros regionais em sete municípios de março a maio.