quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Inscrições abertas para congresso de prevenção ao uso de drogas

Estão abertas as inscrições para o Congresso Internacional de Prevenção dos Problemas Relacionados ao Uso de Drogas (Previne 2014). O encontro reunirá gestores públicos, acadêmicos e a sociedade civil nos dias 27 e 28 de novembro de 2014, no Museu Nacional, em Brasília.
O evento é organizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad/MJ), pela Coordenação Nacional de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas do Ministério da Saúde, e pela Universidade Federal de Santa Catarina. O Congresso conta ainda com o apoio do Escritório das Nações Unidas para Drogas e Crimes (Unodc).
Além de compartilhar conhecimento e experiências práticas sobre drogas, o Previne 2014 pretende impulsionar a realização de pesquisas, debates e políticas públicas que, fortalecendo a cidadania e os laços sociais, protejam os jovens do uso prejudicial das drogas.
Entre outros temas, a programação vai contemplar pautas referentes à importância de políticas sociais universais, intervenções seletivas para famílias, escolas e comunidades em situação de risco, regulação das drogas legais e combate ao estigma nas campanhas de informação. Também serão abordados meios pelos quais a ciência social e as ciências da saúde possam responder ao desafio de pensar em política de prevenção dentro do contexto social e cultural brasileiro.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Seis em cada dez usuárias de crack não usam preservativo nas relações

Um estudo da Fiocruz mostra que 62,9% das mulheres usuárias de crack pesquisadas não utilizam preservativo. Cerca de 30% delas se prostituem em troca de sexo. O resultado desse comportamento é o aumento das doenças sexualmente transmissíveis e também da gravidez não planejada.

Em Belo Horizonte, as mulheres, mesmo grávidas, continuam usando a droga nas cracolândias. Em muitos casos, a justiça precisa intervir e as crianças são levadas para a adoção. O Jornal Hoje registrou alguns flagrantes.

Imagens mostram uma mulher fumando crack várias vezes. Ela conta que está grávida de oito meses de um menino e que não é o primeiro filho. Ela já tem uma menina de 12 anos. (Em breve, assista aqui a reportagem completa)

As mulheres grávidas moram nas praças de Belo Horizonte. Não têm ninguém para cuidar da saúde e dos bebês. A gravidez é considerada de alto risco, porque o efeito da droga aumenta a chance de infarto e de hemorragia. Nas cracolândias, as mulheres muitas vezes se prostituem e não previnem a gravidez.

O uso de drogas está entre os principais motivos para a entrega de crianças à adoção. Só em Belo Horizonte, todo mês cerca de 40 filhos de usuárias de crack são abandonados nas maternidades ou tirados da família pela justiça. São quase 500 bebês por ano. As crianças acabam sendo criadas por parentes ou adotadas.

O Jornal Hoje encontrou na cracolândia Juliana, de 34 anos, grávida do décimo filho. Ela ainda era usuária de crack. Um mês depois, a mulher estava em casa, com o filho nos braços, amamentando. Otílio nasceu com quase três quilos. “É muito especial a gente ter o leite limpinho para dar para o filho”, diz.
Juliana está longe da droga e quer evitar novas gestações. “Vou fazer laqueadura ou vasectomia do meu companheiro. Vou tentar pelo SUS”, conta.

O Sistema Único de Saúde oferece métodos contraceptivos, mas é difícil convencer as dependentes químicas a se proteger. “A maioria deles tem vários filhos e a gente tenta intervir da melhor maneira possível, com uso de anticoncepcionais injetáveis, que têm um período maior de duração. Quando a gente consegue manter esse acompanhamento, a gente avalia a possibilidade da esterilização cirúrgica, que é a laqueadura tubária, e algumas vezes o uso do DIU ou anticoncepcionais”, fala uma médica obstetra.

Juliana só pensa no futuro ao lado do filho que nasceu e dos outros que foram tirados pela justiça. “É muito gostoso saber que ninguém vai me tirar esse menino, porque deixei o cachimbo de crack e o vício”. Sobre reconquistar os outros filhos, Juliana já tem a fórmula. “Cuidar de mim. Porque se eu não cuidar de mim e não me amar, eu não posso amar eles. O crack é um mundo obscuro”.

Fonte: Jornal Hoje





quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Colegiado gestor se reúne para avaliar plano de políticas públicas sobre drogas


Os representantes do colegiado gestor estadual se reuniram na tarde desta quarta, 1, na sede da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST).
A pauta inclui o relato das ações do plano estadual de políticas públicas sobre drogas e a análise sobre a sugestão de criação de uma Secretaria Executiva de Políticas Públicas sobre Drogas.

Curso online e gratuito sobre prevenção de drogas oferece 15 mil vagas

Promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad/MJ), o curso Supera chega à 7ª edição com mais de 15 mil vagas abertas. As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas até 9 de novembro de 2014 no site www.supera.senad.gov.br.

O Supera significa Sistema para detecção do Uso abusivo e dependência de substâncias Psicoativas: Encaminhamento, intervenção breve, Reinserção social e Acompanhamento. O objetivo é capacitar profissionais das áreas de saúde e assistência social para identificação e abordagem dos usuários de drogas, com foco em prevenção, intervenção e encaminhamento.

Capacitação e carga horária

A 7ª edição do curso possui carga horária de 120 horas, com duração de três meses. A capacitação é desenvolvida na modalidade de Educação a Distância (EaD).

Os alunos têm acesso ao portal específico do curso, acompanhamento por tutores especializados e telefonia gratuita para dúvidas e orientações, além de receberem o material didático no endereço residencial. Ao final do curso, os alunos vão receber certificado de extensão universitária emitido pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Fonte: Ministério da Justiça



quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Cocaína no trabalho

Estudo recente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelou aumento do número de trabalhadores afastados por causa da dependência de álcool e drogas. Entre 2009 e 2013 houve um crescimento de mais de 50% nos índices e o maior foi entre os usuários de cocaína, com 84,6%.

Fonte: Coluna Visor/DC