quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Colegiado gestor estadual de políticas sobre drogas reúne-se na SST

Integrantes do Colegiado Gestor Estadual de Políticas Públicas sobre Drogas participaram de reunião na manhã desta quarta-feira, 17, na sala de reuniões da Secretaria de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação (SST).

Dentre os temas abordados, esteve a da criação de secretaria executiva de enfrentamento às drogas. Em 1º de outubro, às 13h30min, haverá reunião na SST para iniciar as discussões sobre o tema.

O colegiado gestor estadual é formado por técnicos das secretarias de Estado da: Assistência Social, Segurança Pública, Saúde, Justiça e Cidadania, Educação, além da prefeitura de Florianópolis, Assembleia Legislativa, Conselho Estadual de Entorpecentes (Conen), a Associação Catarinense de Comunidades Terapêuticas e Cruz Azul.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Revista Veja traz reportagem sobre crack

A edição de 10 de setembro da revista Veja traz nas páginas 94 e 95 uma reportagem sobre um tratamento para os dependentes de crack.

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Combate ao crack

A prefeitura de São José afirma que realiza constante fiscalização na Via Expressa, onde se encontram vários usuários de crack, sobretudo no viaduto da Josué di Bernardi. Informa que somente este ano já foram feitas 543 abordagens e que apenas 237 pessoas aceitaram ser encaminhados para tratamentos em unidades terapêuticas. Atualmente setores da prefeitura estão passando por treinamento para atuarem na base móvel do programa Crack, é possível vencer, em parceria com o governo federal.

Fonte: Coluna do Moacir Pereira/DC

Ligue 132 recebeu 47% dos atendimentos relacionados a cocaína em 2014

O Serviço Nacional de Orientações e Informações sobre Drogas, Ligue 132, já atendeu mais de 19 mil pessoas em 2014. A cocaína e seus derivados, como o crack, são as substâncias mais questionadas pelos usuários, somando 9.222 ligações. Isso representa 47% das chamadas no ano. Em 2013, esse número foi 33%.

Inaugurado em 2005, o Ligue 132 é um serviço do programa “Crack, é possível vencer”, do governo federal, que tem como objetivo prevenir o uso de drogas no país.  O serviço funciona 24 horas por dia, incluindo feriados e finais de semana.

Para atender a demanda crescente, o Ligue 132 conta com um serviço especializado para casos de cocaína. De acordo com a coordenadora do Ligue 132, Maristela Ferigolo, quem buscar orientações, tanto usuário de drogas quanto familiar, poderá encontrar atendimento personalizado. “Com profissionais capacitados, o serviço se preocupa em ouvir tanto o usuário quanto o familiar, e presta aconselhamento personalizado por meio da intervenção breve motivacional estimulando-os a refletir e mudar seu comportamento-problema.”

São Paulo foi o estado que mais teve atendimentos relacionados à cocaína e derivados, com 2.473 ligações, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 790 atendimentos, e Rio de Janeiro, 717.

Além da cocaína, a maconha teve um total de 5.428 questionamentos, o que representa uma queda de 48% das ligações referentes ao mesmo período do ano passado. Quanto ao álcool e tabaco, substâncias legalizadas pela lei, tiveram uma alta procura no serviço, somando 15.314 atendimentos.

O serviço atende 24 horas por dia, de forma sigilosa e gratuita. O Ligue 132 é uma parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad/MJ), Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre e AMTEPA. Todos os atendimentos são realizados por profissionais capacitados na área da saúde e voltados para motivar o usuário abandar o uso de drogas.

Fonte: Ministério da Justiça

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Pesquisa indica que 20% dos usuários das cracolândias são mulheres

A Pesquisa Nacional sobre o Uso de Crack realizada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), verificou que 20% dos que frequentam as chamadas cracolândias são mulheres. O trabalho ouviu 32.359 pessoas, sendo que 24.977 responderam ao questionário nos próprios domicílios e 7.381, nos próprios locais de uso da droga.
Além de responderem os questionários, os usuários fizeram testes de HIV e hepatite, que indicaram que, entre as mulheres, 8,17% eram portadoras do HIV, índice que, nos homens, chegava a 4,01%. Com hepatite C, as mulheres representaram 2,23% dos infectados e os homens, 2,75%.
Segundo um dos coordenadores do trabalho, o médico Francisco Inácio Bastos, do Laboratório de Informação em Saúde (LIS), pertencente ao Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz), o perfil das mulheres pesquisadas é muito negativo.
– Até para mim, que sou acostumado a trabalhar nessa área, nunca tinha visto uma população feminina tão maltratada e tão magoada. Agressão física, abuso sexual, nenhuma assistência pré-natal. Quando me perguntam o que me chocou mais como médico, eu digo que foi ver pessoas em uma situação tão precária, precisando tanto de ajuda – contou à Agência Brasil.
O médico acrescentou que, no caso das mulheres, seria natural que o contato com o sistema de saúde ocorresse por necessidade de realizar o pré-natal, mas não é isso o que ocorre.
– No momento das entrevistas, 10% das mulheres relataram que estavam grávidas. O que não quer dizer que tiveram o filho, porque algumas perderam e outras abortaram. Quando se vai para o padrão desejável em termos de pré-natal, que são sete consultas, menos de 5% delas fizeram pré-natal regular – disse.
A pesquisa foi feita entre o segundo semestre de 2011 e o primeiro semestre de 2013 nas 26 capitais de estado e no Distrito Federal, dividida em três abordagens. A primeira com avaliações em todas as capitais, a segunda nas nove regiões metropolitanas e a última nas cidades pequenas e de médio porte. Agora, o instituto está lançando o livro digital sobre a pesquisa, que pode ser obtido no site do Icict.

Fonte: Diário Catarinense